67º EDIÇÃO ANUAL DOS JOGOS VORAZES
 
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 A Entrevista

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Lennox Wave
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MensagemAssunto: A Entrevista   Seg Maio 12, 2014 7:39 pm



A ENTREVISTA




Cada vez mais os jogos estão mais perto de iniciarem. Mas algumas etapas pré-Arena ainda terão de ser realizadas obrigatoriamente pelos tributos. Uma delas é a entrevista. A sala de treinamento foi fechada e os tributos informados de que hoje será o dia em que eles aparecerão mais uma vez na frente de toda Panem, porém dessa vez eles terão que falar sobre a sua vida. Eles levam o dia inteiro para se arrumar e combinar táticas com seus mentores, para que no final do dia eles se apresentem ao famoso Ceasar Flickerman.


Todos os tributos já estão preparados para a entrevista e aguardam nos bastidores para que o apresentador Ceasar Flickerman, que se apresenta a Panem com todo o orgulho, os chame. Como de costume, Ceasar chama começando pelo Distrito 1, primeiro o feminino e depois o masculino, assim por diante.

Os tributos, antes de responderem as perguntas, devem mostrar como estão vestidos e o que sentem ao entrar no palco e serem cumprimentados por Ceasar.


AS PERGUNTAS


Pearl,
-Nossa princesa deste ano! O que está achando da Capital? É muito diferente da sua vida no Distrito Um?
-Por falar nisso, a gente sabe que você não é apenas uma cidadã do Distrito Um qualquer. Quer falar um pouco sobre isso?
-Todos esperavamos um maior número de Carreiristas esse ano... nos conte Pearl, você pretende se juntar a eles?

Gold,
-Nosso guerreiro! Nos conte, o que o levou para a vida de Carreirista?
-O que podemos esperar da si na Arena, em relação a, digamos... aliados?
-Temos ouvido umas conversas por aqui na Capital acerca do que se tem passado no Um, principalmente referidas à que seria a Carreirista do seu distrito esse ano. Quer falar sobre isso?

Emma,
-Sabemos bem que a maioria dos Carreiristas apenas se voluntaria ao cumprir 18 anos. O que a fez se voluntariar aos 17?
-Como se sente em relação ao seu parceiro Carreirista, Creed?
-O que pensa fazer para voltar com a vitória para casa?

Creed,
-Tanto você como sua companheira de Distrito tiraram ótimas notas no treinamento, obtendo a média mais alta. O que podemos esperar de vocês dentro da Arena?
- O que está achando dos restantes Tributos?
- Como é sua relação com sua mentora?

Electra,
- Nos conte, como se sente? Está gostando das comodidades da Capital?
- O que pensa fazer para regressar a casa?
- Os Tributos do Distrito Três são conhecidos por sua inteligência. Aliás, foi isso o que levou seu mentor Eon à vitória. Se identifica nesse padrão?

Menon,
- Por favor nos conte uma coisa que nos inquieta desde a sua chegada! Qual o porquê de não ter um sobrenome?
- Pense rápido: como acha que será a Arena desse ano?
- Como é a relação com sua companheira de Distrito e seu mentor?

Maresia,
-Sabemos que não veio parar aqui por escolha. Mas também sabemos que você é uma Carreirista. Que planos tinha para a sua vida?
-Você e Neptune parecem próximos. Qual é a relação entre os dois?
-O que podemos esperar de si dentro da Arena?

Neptune,
-Não é comum para nós vermos um voluntário do Distrito Quatro que não seja Carreirista. Quer nos contar sua história?
-Como era sua vida no Distrito Quatro?
-Podemos esperar de si o mesmo que esperariamos de um Carreirista?

Zoey,
-Seus cabelos são lindos! Aderiu à moda da Capital ou é tudo natural? Está gostando da sua estadia por aqui?
-O que espera da Arena desse ano?
-Qual é sua relação com seu mentor?

Gregório,
- Senhoras e senhores, parece que temos aqui um caso raro de voluntário vindo do Distrito Cinco. Gregório, quer nos contar o motivo pelo qual se voluntariou?
- Qual é sua inspiração para voltar para casa?
- Pensa tomar conta de si próprio ou já está inserido em uma aliança?

Fortisha,
- Você parece uma mulher forte e confiante. Se identifica com essa descrição?
- O que foi para você o mais difícil de largar no Distrito Seis?
- O que espera dos Jogos dessa edição?

Augustus,
- Qual era sua função no Distrito Seis?
- Acha que sua experiência de vida o ajudará na Arena? Como?
- O que está achando do resto dos Tributos?

Valentine,
- Como era sua vida no Distrito Sete? Tem alguém esperando por seu regresso?
- Já tem em sua mente aliados? Ou... Inimigos?
- Sabemos que no distrito Sete é  comum os tributos chegarem aqui já sabendo utilizar machados, não é verdade? O que podemos esperar de você em relação a isso?

Rya,
- Você tem um ar muito determinado. Pretende fazer os possíveis para regressar a casa?
- O que podemos esperar de você nessa edição?
- Qual sua relação com seu companheiro de Distrito?

Dylan,
- Como era sua vida no Distrito Oito?
- Qual é sua maior motivação para voltar para casa?
- Já tem seus amigos e inimigos bem escolhidos?

Scarlett,
- Uma verdadeira guerreira, podemos ver que sim. Considera o facto de a sua mãe ser uma Vitoriosa uma vantagem para você nesta ocasião?
- Podemos esperar por uma nova vitoriosa para o Distrito Nove?
- O que sentiu no momento em que seu nome foi escolhido?

Matthew,
- Nos fale da sua vida. Tem alguém especial no Distrito Nove?
- O que está achando da Capital?
- Qual é sua motivação para regressar a casa?

Amaia,
- Acho que todos sabemos acerca de sua nota na avaliação. Quer falar... talvez explicar isso?
- Como era sua vida no Distrito Dez? O que lhe custou mais deixar para trás?
- Esse anel que você leva em seu dedo anelar... é bastante peculiar. Tem alguma história por detrás dele?

Silver,
- Apesar de no início ter causado dúvidas, você conseguiu mostrar a todos do que é capaz durante o Desfile e o Treinamento. Podemos esperar ainda mais de você na Arena?
- Como é sua relação com seu carismático mentor?
- Acha que seu físico afetará seu desempenho nos Jogos?

Yeda,
- Uma voluntária do Distrito 11... Impressionante. Nos diga querida, qual foi seu motivo?
- Apesar de se ter voluntariado, seu companheiro de Distrito conseguiu atrair tantas ou mais atenções que você. Como se sente acerca disso?
- O que a faz sentir que está ao nível de Tributos que treinaram toda sua vida para isto?

Margo,
- Nos fale sobre sua vida! Não é comum vermos gente tão... ousada vindo do '12.
- O que sente em relação aos Jogos?
- O que acha dos restantes Tributos?

Ronnie,
- Um garotinho tão novo como você é facilmente subestimado, mas a gente da capital já percebeu que você não é nenhum burro. O que está achando de toda ests nova realidade?
- O que acha de seus concorrentes mais velhos? Se sente intimidado por eles?
- você acha que se dará bem sozinho na arena, ou pretende ter aliados do seu lado?


Última edição por Lennox Wave em Seg Maio 12, 2014 8:53 pm, editado 1 vez(es)
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Pearl Martini

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Seg Maio 12, 2014 8:02 pm


Pearl Martini
Hoje é o dia da entrevista com Caesar Flickerman, onde ele fará perguntas e nos apresentará para todo o país. Serei a primeira a entrar no palco. Estou mais nervosa do que nunca! Gloss me deu algumas dicas antes de virmos para cá, espero que eu me saia bem. Minha equipe de preparação me arruma e minha estilista me ajuda com o vestido. Estou parecendo uma princesa! A estilista me examina de cima a baixo e me libera para esperar até minha vez.






Não demora muito até que Caesar me chama até o palco. Ele me recebe com um caloroso sorriso e um beijinho na mão. Não deixo de sorrir para ele e para a platéia. Sentamo-nos, ele depois de mim, e ele começa a entrevista.


― Pearl, nossa princesa deste ano! O que está achando da Capital? É muito diferente da sua vida no Distrito Um?


― Primeiramente, muito obrigada, Caesar. É muita gentileza sua. E sobre a Capital, é tudo muito bonito e a população é uma graça! Sinto vontade de adotar alguns e levá-los para o meu distrito! Alguns se vestem tão bem que eu sinto até um pouco de ciúmes. ― fui instruída a falar esse tipo de coisa. Se quero conquistar o pública da Capital, tenho que me comportar como se estivesse adorando tudo isso e adorando todo mundo. Caesar ri e faz um comentário engraçado sobre alguma piada interna. Deve ser alguma coisa da edição passada que só eles entendem.


― Por falar nisso, a gente sabe que você não é apenas uma cidadã qualquer do Distrito Um. Quer falar um pouco sobre isso? ― ele pergunta, e o lugar faz tanto silêncio que eu poderia ouvir alguns dos tributos tremendo no lugar que eles estão para esperar para entrar no palco. Sem pensar muito, eu respondo.


― Oh, Caesar, não! Eu sou como qualquer outra pessoa do Distrito 1. Com deveres e direitos como qualquer outro cidadão de lá. Mas eu sei do que você está se referindo. Meu pai é o prefeito do Distrito 1 e às vezes as pessoas pensam que nós temos privilégios pelo cargo dele. Mas a verdade é que nós somos como qualquer outro trabalhador honesto e digno do Distrito 1. Fazemos sempre o nosso melhor para transformar nosso distrito em um lugar digno e recebemos o mesmo tratamento da nossa maravilhosa Capital.


Sorrio para a plateia que recebe o meu carinho com uma calorosa salva de palmas e alguns gritinhos animados. Acho que estou me saindo bem. Caesar me olha animado e volta a tentar arrancar de mim as melhores respostas que pode.


― Todos esperávamos um maior número de Carreiristas este ano. Nos conte, Pearl, você pretende se juntar a eles?


― Carreiristas, Caesar? Acho que não sei do que não sei do que você está falando. Uma aliança poderosa está se formando e acredite: iremos mostrar o nosso melhor. Eu espero a ajuda de toda a população para mostramos o melhor de nós. Espero que toda a Panem esteja ao nosso lado.


O sinal mostra que meu tempo acabou e Caesar se despede de mim, mais uma vez com um beijinho na mão. Aceno para a plateia uma última vez e saio do palco. Espero que meu desempenho tenha sido satisfatório.

I'm just a holy fool
Oh, baby, he's so cruel!
But I'm still in love with Judas, baby...
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Silver Ham

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Seg Maio 12, 2014 8:27 pm

Silver Ham


    Nota 7 ! Meu Deus… Lágrimas brotam em meus olhos quando descubro que tirei um 7. Jamais pensei que eu seria capaz disso... “Espero estar te honrando, mãe”, penso. Meu mentor senta ao meu lado e bagunça meu cabelo, me parabenizando pelo meu feito. “Obrigado, Atticus. Serei o melhor possível para honrar como você honrou”. Digo a ele quando trocamos olhares. Infelizmente minha parceira não conseguiu apresentar nada e sua nota fora muito baixa, tadinha.

    No dia seguinte passo conversando com meu mentor e me preparando psicologicamente. Está na hora do público amar ao gordinho. Serei mais carismático do que qualquer um! No dia da entrevista passo com meus estilistas, que estão arrumando roupas para mim. Nunca passei tantas horas em um salão de beleza. Poderia jurar que estava uma perfeita Lady, se eu fosse uma mulher. Como não é o caso... Estou bonitinho. Atticus vem me desejar boa sorte e bagunça o meu cabelo novamente. Ele sempre se esquece que os estilistas demoram horas para arrumar meu super penteado.

    Pareço normal. Minha roupa lembra muito o traje like a “Indiana Jones”. Um perfeito cowboy. Calça Jeans marrom boca larga com uma bota de velho oeste. Minha veste do quadril para cima é uma camisa manchada branca com um colete também marrom. Uma espécie de chicote vermelho vinho fora feito para causar mais efeito na roupa. Ela se enrolava pelo meu ombro direito até debaixo do meu braço esquerdo. Interessante! Meu grande chapéu parecia um pouco velho e manchado, para dar um ar de quem acabou de salvar o dia. Tudo isso no tamanho extra GG.

    - A ideia não é convencer no charme e sim no seu carisma, querido. – Diz minha estilista e eu afirmo com a cabeça, lhe devolvendo um sorriso. Todos estavam realmente tentando fazer algo de útil por mim, eu só precisava devolver essa felicidade a eles.

    Finalmente chega a minha vez e Caesar Flickerman chama pelo meu nome e eu entro com o pé direito no palco.

    - Grande Silver Ham! – diz ele me cumprimentando.

    - Bota grande nisso, cara – digo de volta sorrindo e o povo cai na gargalhada. Olho para Caesar, ele pede para que eu sente e começamos a entrevista.

    - Apesar de no início ter causado dúvidas, você conseguiu mostrar a todos do que é capaz durante o Desfile e o Treinamento. Podemos esperar ainda mais de você na Arena?

    - Vocês podem esperar muito mais, Caesar. Só não me peçam para rolar algum barranco ou me usarem como bola de ping-pong, ficaria meio chato para mim, sabe como é... As gatinhas da Capital não iriam gostar – sorrio e Caesar gargalha comigo.

    Então dessa vez ele muda a pergunta para meu mentor. Meu bom e carismático mentor.

    - Como é sua relação com seu carismático mentor?

    - Sabe por que estou usando esse chapéu, Caesar? – pergunto a ele. Antes mesmo que ele responda algo eu o interrompo. - Não, não é só porque sou um cowboy – sorrio. – Hoje passei 5 horas tratando minha beleza só para ver vocês e quando meu super topete estava pronto, lá estava Atticus para bagunçá-lo. – Dessa vez eu mesmo dei uma gargalhada lembrando da cena e mostrando que era tudo uma brincadeira. – Ele é sensacional, é de fato minha inspiração para esses jogos. Quando olho para ele, algo dentro de mim diz que ainda sou capaz.

    Atticus sorri para mim com seriedade e então me olha de pé a cabeça... Lá vem a Grande e última pergunta...

    - Acha que seu físico afetará seu desempenho nos Jogos? – pergunta ele meio sem jeito.

    - Sabe, tem gente que olha para mim e vê um pedaço de bacon – sorrio. – Sou gordo, mas não sou lerdo... Acho que tenho tantas chances de morrer como qualquer outro. Ainda acho que posso sobreviver com meus grandes Air Bags internos caso eu caia de um barranco ou uma árvore – dessa vez era para acabar. O povo todo caiu na gargalhada. Coloco minhas duas mãos na barriga e olho para Caesar. – Quer pegar na minha barriga e sentir o tanquinho, Caesar? – pergunto sorrindo. – Vamos, sente essa massa, cara! – ele coloca as duas mãos em minha barriga e cai na gargalhada. – Foi um grande prazer te conhecer, Caesar. Obrigado a todos! Vocês são demais! – digo a eles e saio do palco pouco depois. Só espero tê-los feito rirem de verdade...


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Amaia Haddock

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Seg Maio 12, 2014 9:19 pm






Amaia Haddock



Dormir em nada ajudou para me sentir melhor. Chorei até adormecer, fiquei muitos minutos olhando para o anel que Zachary me deu.. O que estaria ele pensando.. me vendo aqui... me vendo tendo a pior nota de sempre na avaliação, na história dos Jogos..

Meu vestido para a entrevista em nada tinha a ver com o desfile. Enquanto deixaram Silver continuar a ser cowboy, a mim vestiram um vestido azul que mostrava os ombros. O galante garoto do 11 se aproximou de mim e me disse que eu estava bonita, mas não posso dizer que era dele que eu queria ouvir isso...

Ele ficou junto a mim enquanto esperavamos a nossa vez. Eu só tremia. Dessa vez eu não podia chorar... dessa vez toda a gente estaria olhando para mim.

-Garotinha! - fala uma voz alegre atrás de mim, era Atticus. - Você consegue, calma. - Ele põe o casaco dele sobre os meus ombros, um casaco grande preto que me chegava ao joelho. - Ainda se constipa.



Isso ajuda a me acalmar. Faz-me sentir em casa, quando usava os casacões de meu pai ou de Aaron quando saia para pastar as vacas. O garoto do 9 sai e logo me chamam.

Mal me aguento nas pernas então me sento logo. Com os nervos nem notei que ainda tinha o casaco de Atticus vestido. Ceaser parece não notar e começa as perguntas...

-Eu... - começo a falar... minha voz começa a tremer novamente. - eu estava muito nervosa, então não fiz lá nada.. mesmo... nada... apenas... chorei..

Meu tom ia sumindo a cada palavra, e só esperava a segunda pergunta que Ceaser fez, graças a deus.

- Minha vida era... perfeita. - Digo num tom triste. Era é o tempo verbal correto. - Minha família não tinha dificuldades, eu era mimadinha. Não comia carne. - confesso. - tinha minha criação de gado mas não comia carne... sabe o quão raro e caro isso é no Dez? - Levo as mãos à cara e respiro fundo para não chorar

-Tudo me vai fazer falta. Minha familia. Meu trabalho. Meus animais... Meus amigos.. - Penso logo em Zachary... mas será que ele queria que eu falasse dele na televisão nacional?

Mas com a última pergunta, tenho que falar..

-Isso... - primeiro gaguejo,mas não tenho que gaguejar sobre Zachary, sei o que sinto por ele, se eles querem saber eu vou dizer. - Meu namorado fez para mim. Ele é abatedor, apesar de lhe custar muito, mas faz arte linda com os ossos dos animais. - falo sorrindo pelo canto da boca, pela primeira vez desde que aqui estou..

-Eu posso...eu posso não ser de longe, a mais apta nesses jogos..mas eu vou tentar. - falo para a frente, não para Ceaser, não para o público, mas para Zachary, que sei que está assistindo em casa. - Mas eu vou-me esforçar eu vou lutar. - luto contra as lágrimas que teimam em cair, novamente. Elas caiem, mas eu continuo. - Eu vou-me esforçar...e vou voltar... vou voltar e merecer ser Amaia Archer...

Ninguém parece ter entendido essas palavras, mas quem tinha que entender entendeu... saio quase a correr do palco, lavada em lágrimas, novamente...





Ninna nanna ninnaò questo amore a chi lo do?
Lo do a te finché vivrò e a nessun altro lo darò
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Gold Baertoni

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Ter Maio 13, 2014 2:49 pm

Gold Baertoni


    Nota 11! Minha alegria estava no auge. Eles realmente viram do que eu era capaz. Mas aquela palmitinho não é que tirou 12? Não pude negar que fiquei com muita curiosidade de saber o que aquela albina fez lá dentro... Junto comigo estava Creed e Scarlett... A mesma garota que estava olhando para mim e Pearl no centro de treinamento. Cuidado em dobro com essa garota a partir de agora. Já Pearl foi incrível com sua nota 10. Ganhamos muitos elogios de Gloss e apenas eu estava mais ansioso que ele para a entrevista.

    ...
    Os estilistas começam a me arrumar, me dar banho... Até depilaram minhas axilas. Disseram que eu não poderia ter pelo algum no corpo para o que fariam em mim. Isso me deixou um pouco tenso com exatamente o que “fariam em mim”. Por fim eu desisto e acabo os deixando tirarem todos os pelos do meu corpo, exceto sobrancelha e cabelo, não quero entrar naquele lugar parecendo um monge.

    - Gold, usaremos a mesma armadura do desfile – disse a estilista Yumi.

    - Como assim!? – pergunto indignado. – Eles já me viram com aquela armadura, além do que, tem asas e é desconfortável e...

    - Gold – interrompeu-me ela. – Você confia em nós? – pergunta.

    Paro por um tempo, respiro fundo, não tinha mais nada a perder.

    - Confio – digo e eles me vestem com a armadura, só que dessa vez, sem as asas.

    - Prontinho, sem as asas. Revestimos todo seu corpo com aquele creme antiqueimaduras, então quando você estiver na entrevista, aperto o símbolo do infinito no seu peito e o show vai começar – diz ela toda feliz com seu trabalho e eu confirmo com a cabeça, agradecendo-a.

    A armadura era a mesma, protegia todo meu corpo. Era revestida toda de ouro e continha um símbolo do infinito no centro do peito.

    ...

    Vejo palmitinho antes da entrevista e não deixo de sorrir sarcasticamente.

    - Nota máxima, quem diria. Também, naquela sala escura, era quase impossível não notar uma garota albina no meio – sorrio. – Boa sorte na entrevista. – Digo caminhando em direção ao palco.

    ...

    - Distrito Um, Gooooold Baertoni! – Grita Caesar e a multidão vai à loucura a me ver como um verdadeiro guerreiro. Olho para toda aquela enorme multidão e solto um sorriso. Isso sempre foi meu sonho, não posso desperdiçar de dar meu melhor agora. Isso não era uma opção.

    - Boa noite Caesar, boa noite a todos. – Digo.

    -Nosso guerreiro! Nos conte, o que o levou para a vida de Carreirista? - Diz ele como início das perguntas, com aquele sorriso traçado no rosto.

    - Caesar, muitas coisas me levaram a ser quem eu sou hoje. Mas acredito que a principal delas foi dado devido a minha família. Quando descobriram que eu era ambidestro, os treinadores tiveram muito interesse em me tornar um carreirista. Durante os processos, foram notando que eu tinha um diferencial, e foi justamente a partir das minhas táticas que passaram a investir mais em mim... Até que meu pai veio a falecer – digo lembrando-me dele. Mas não queria continuar a falar sobre aquilo, Caesar percebeu isso e mudou de assunto rapidamente.

    -O que podemos esperar da si na Arena, em relação a, digamos... aliados?

    - Sempre tive um certo problema com confiança, isso é algo que a pessoa conquista de mim e sabe-se que montar uma aliança requer certa confiança. Acredito que escolhi as pessoas certas para essa aliança. – Digo pensando em todos eles. – Cada um com habilidades excepcionais formando um só grupo. Fui atrás de cada pessoa eu mesmo e com minhas táticas iremos surpreender a todos, tenho certeza disso – digo confiante.

    Caesar sorri feliz por ouvir aquilo e abaixa a cabeça. Eu sabia que essa pergunta seria feita...

    -Temos ouvido umas conversas por aqui na Capital acerca do que se tem passado no Um, principalmente referidas à que seria a Carreirista do seu distrito esse ano. Quer falar sobre isso?

    - O distrito um está um caos, vocês da Capital devem saber bem disso. Muitas mortes e coisas horríveis aconteceram por lá. Chegaram a sequestrar minha irmã e ameaçar matá-la. A garota tem apenas 10 anos, Caesar. 10 anos! – digo olhando para o público. – Mas mataram a voluntária desse ano no lugar de minha irmã – digo com firmeza. – Cristal era o nome dela. Cristal era minha namorada e foi assassinada na minha frente – digo a eles. – Passei por maus bocados naquele lugar e depois de tudo ainda descobrimos que era o meu próprio treinador de lutas o serial killer da história – digo levantando. – Mas isso tudo já passou, e foram com essas dificuldades que me fizeram estar aqui, diante de todos vocês. Tudo pode ser mudado. E pior que seu inimigo, muitas vezes é você mesmo.

    Aperto o botão do infinito no centro do peito e um calor ofuscante toma conta de minha armadura. O que estava acontecendo? A armadura estava ficando quente demais. Algo parecia querer queimar meu corpo, mas não era possível. Uma cortina de vapor tomou conta do meu corpo. Está quente. Está quente... Aaaaargg... A armadura. A armadura está... derretendo?

    Após a dissipação do vapor, eu estou com um dos pés no chão e um joelho dobrado também no chão. Posição de guerreiro. Não era possível a ninguém ver minha face, até que levantei meu rosto. Minha armadura superaqueceu e criou outra nova armadura, dessa vez, algo escuro era visto com alguns traços de ouro. Uma armadura negra e queimada, mas ainda sim, era ouro. Todo o ouro foi queimado e a tentativa de reduzi-lo as cinzas foi impossível. O ouro derrete, mas nunca desaparece. Abro os braços para a multidão e faço referencia. Alguns pareciam preocupados comigo, outros simplesmente boquiabertos. Mas tenho certeza de que ninguém esperava por isso.




A choice. A promise. An act.  
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Scarlett Lootmak

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Qua Maio 14, 2014 2:35 pm


Scarlett Lootmak
Cachorrudo e a equipe de preparação me atacam como se eu fosse a coisa mais deliciosa do mundo. Eles estão tão felizes com meu desempenho no treinamento que eu acho que criei a esperança no coração deles de que finalmente eles poderiam ser reconhecidos. Filhos da puta! Eles não se importam se eu vou conseguir me salvar ou não, eles só pensam no próprio umbigo!


Quando terminam de me arrumar, eu me olho no espelho. Eu não podia acreditar no que estava vendo. Eles colocaram tanta cor em mim que eu tava mais chamativa que plantação de girassol no verão!!! Puta merda! Precisavam me transformar em um palhaço?!



Me sento ao lado de Matt, com a cara emburrada, e não falo sequer uma só palavra. Os distritos são chamados de um a um, o tempo é rápido e não demora muito para que minha vez chegue. Eu sei que parece ser rápido daqui de fora, mas assim que eu entrar naquele palco, os minutos se tornarão décadas. Faço a minha cara de poder e superioridade e entro no palco. Sou filha de vitoriosa, tirei 11 no treinamento e sei que sou forte. Eu posso mostrar o tanto de superioridade que eu quiser.


O efeito que o vestido fez na plateia foi surpreendente. Eles pareciam querer voar em mim e arrancar as cores para eles. Um cara que tinha o cabelo da mesma cor que meu vestido parecia emocionado ao me ver. Ceasar me recebe com um sorriso do tamanho do mundo e me pede para sentar. Filho da puta, com certeza tá adorando a minha presença aqui. Com certeza esse povinho lixo está adorando a ação que a "Filha de Briar Lootmak" proporcionará para eles. Se não fosse a minha vida em jogo, eu faria tudo ao contrário do que esse povo espera, mas não posso pensar assim agora. Tenho que pensar em mim e não nesses imbecis.


― Uma verdadeira guerreira, podemos ver que sim. ― diz Ceasar, beijando minha mão. ― Considera, nesta ocasião, como uma vantagem para você o fato de a sua mãe ser uma Vitoriosa?


Sim. ― respondo, mas parece que aquilo não era o considerado o satisfatório como resposta para a platéia. Todos me encaravam como se eu tivesse peidado. ― Ah, você sabe. Mais patrocinadores. Nós filhos de vitoriosos somos mais espertos e... Não precisamos fritar em armaduras para chamar a atenção.


Oops! Quando eu percebi, já tinha falado! A plateia toda cai na risada. Não deixo de rir pelo canto da boca. Provavelmente eles estão mostrando o rosto do carinha do 1 neste momento no telão, nem me dou o trabalho de olhar para trás para confirmar. Todos se acalmam e Ceasar continua a entrevista.


Podemos esperar por uma nova vitoriosa para o Distrito Nove?


"Não, eu vou me jogar do prato de metal ou deixar que algum carreirista idiota me mate. Claro que o Distrito 9 terá uma nova vitoriosa, seu idiota!", penso. Sorrio para ele, mesmo sendo o sorriso mais forçado do mundo, e respondo.


Podem contar que sim. Aposto que sou mais esperta que qualquer um dos meus concorrentes e com a arma certa em mãos, eu farei um estrago.


Ceasar comenta alguma coisa sobre funda e pedras, mas eu só reviro os olhos e não comento nada. Será que esses idiotas acham que eu vou ganhar de forma tão ridícula como minha mãe ganhou? Por favor!


O que sentiu no momento em que seu nome foi escolhido?


"Filhos da puta!, eu penso, mas não acho que seria adequado falar esse tipo de coisa quando a minha vida está em risco.


Olha, eu não fiquei muito feliz, não. Para falar a verdade, eu fiquei furiosa. Tanto pobre que coloca seus nomes mais vezes por esmola e eu que nunca precisei disso fui sorteada? Parece que a sorte não está ao meu favor... Até parece que fizeram de propósito... ― faço questão de responder olhando para uma das câmeras.


Ceasar parece ter ficado meio tenso, mas apenas sorri. O sinal mostra que meu tempo acabou e eu saio do palco.


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Margo Roth

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Qua Maio 14, 2014 11:46 pm

MARGO ROTH

     


    Depois daquela nota catastrófica que me deu vontade de matar a Capital...passa-se um dia e me dirigem para uma merda de estúdio. Algo me alegra muito. Minha estilista escolheu a melhor roupa do mundo para eu usar nesta entrevista. Um vestido curto e preto com um decote que deixou meus peitos ainda maiores.


    Mais uma mulher do bonde das aberrações da Capital me chama para ficar em uma fila com os outros tributos. Fico esperando uma década até que chega minha vez. Vou andando tediosamente até o palco e sento na poltrona feia e desconfortável. Caesar Flickerman sorri para mim, mas não retribuo a gentileza. Ele continua tentando me animar com o olhar, mas ignoro-o. Ele logo vêm com a primeira pergunta:


    -Nos fale sobre a sua vida - começa ele - não é comum vermos gente tão...ousada vindo do 12 - fico inojada com o jeito que o apresentador falou...tipo...vai tomar no cu sabe. Esse idiota parece ter pena de mim, mas não preciso da pena dele. Apenas respondo sua pergunta de forma seca:


    -Bom...minha vida é uma merda...tipo...pior que a cor do seu cabelo, que por sinal é muito enjoativa. Fugi de casa ainda adolescente achando que seria mais livre...mas agora percebi que com essa merda de ditadura...não é possível ser livre. E agora posso falar isso livre e abertamente, já que vou morrer mesmo.


    Parece que encontrei um lado bom em ir para os jogos. Agora poderei ser livre mesmo que por pouco tempo! A Capital e Caesar me encaram com péssimos olhares. Foda-se! Caesar parte para a segunda pergunta:


    -O que sente em relação aos jogos, Margo? - não acredito que ele perguntou isso. Parece que é pra me provocar! 


    -O que eu acho dos jogos? - pergunto ironicamente - eu acho tão divertido! A final...é formidável ver 23 pessoas morrerem de forma cruel e maldosa...fico até emocionada de participar! 


    Por incível que pareça, a Capital ri com meu comentário, mas Caesar me olha com espanto. Parto para a terçeira pergunta:


    -O que acha dos restantes tributos? - a oergunta é difícil e deve ser respondida com cautela, mas por sorte cautelosa é meu nome do meio, que vem depois do não.


    -Olha...para falar a verdade não sou uma pessoa muito observadora, mas vi uns garotos muito gatinhos, tipo o Dylan. Mas vi umas pessoas que parecem ser muito malas e irritantes. - pronto...agora não ha mais perguntas! Estou livre desta porcaria e agora é hora de seguir em frente e enfrentar a morte cara-a-cara. Ja vivi o suficiente para saber que sou infeliz.







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Matthew Strongarm

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Sex Maio 16, 2014 8:26 pm

Matthew Strongarm escreveu:


Matthew Strongarm



    Hoje chegou o dia da entrevista,hoje é a noite que toda Capital vai me conhecer, meu estilista criou uma roupa bem legal, gostei muito dela.



    Os tributos iam um a um, distrito por distrito, o tempo para minha vez chegar era longo,isso me ajudaria e me concentrar e me acalmar um pouco.
    O tempo passa e chega a vez da Scarlett, ela estava INCRÍVEL, aquele vestido vermelho combinou mesmo com ela.
    Um dos caras da Capital me leva até a entrada do palco. após de um pequeno segundo, Ceasar grita o meu nome.
    - Agora com vocês, Matthew Strongarm!
    O Menino palha!!

    Menino palha? faço uma careta.Então entro acenando para todos e cumprimentando o Ceasar, nos sentamos e ele me diz a primeira pergunta.

    -Então meu jovem,nos fale da sua vida.
    Tem alguém especial no Distrito Nove?

    -Que belo jeito de começar a entrevista não? dou uma risada
    Bom Ceasar, tem a minha familia e o meu pequeno irmão Yuri, mas eu sei que darei o meu melhor para ver eles novamente.

    O povo da Capital cochicham entre si.
    -Eu sei que dará meu jovem, afinal todos dão, lá vai a segunda pergunta.
    - O que está achando da Capital?

    Eu to achando incrível! gostei dos estilistas,da minha mentora também,ela é incrível e muito,e sabe o que faz.
    -Ahh, conheço ela,ela é mesma incrível pra você e pro Distrito 9 imagino.

    Caesar solta uma risada tão alta que chegou a fazer eco na minha cabeça.
    A Capital também começou a rir junto, pra não parecer ''estranho'' eu rir também.
    Então vamos pra ultima pergunta meu caro.
    - Qual é sua motivação para regressar a casa?

    Qual a minha motivação? pergunto
    -Sim. ele responde.
    Meu irmão pequeno Yuri,sou muito apegado a ele,é a pessoa mais importante da minha vida.

    A Capital começa a bater palmas, então Caesar se levanta e diz que a entrevista terminou, ele me cumprimenta e saio pela mesma entrada que entrei.




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Augustus Grace

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Sex Maio 16, 2014 11:42 pm





Augustus Grace



Não sabia se era uma boa ideia, mas quando todos os tributos são enfileirados eu vou até o fundo e tento recordar o que a minha estilista falou até chegar minha vez.

A roupa era bem robótica e parecia uma armadura simples. Placas brancas em meu peito, ombro, joelhos. pulsos e pés. o resto era coberto por uma malha preta com detalhes cinzas costuradas por linhas vermelhas grossas. O mais interessante era as asas, e era possível voar com elas. Compactáveis e simples de utiliza-las.




- AUGUSTUS GRACE!- Ouço meu nome. Ativo as asas e voo em direção ao palco. A velocidade era moderada, então não tinha de me preocupar em bater em algum lugar. Passo por cima dos outros tributos e saio para o palco. A luz me sega, mas por pouco tempo. Passo por cima do pessoal da Capital. Paro ao lado de Cesar e comprimento-o e sento-me ao seu lado.

Não demorou muito para parar com  os aplausos, pois estava bem claro que eles queriam conhecer os tributos. Sem perder muito tempo Cesar pergunta.


- Qual era sua função no Distrito Seis?

- Trabalho com meu pai e somos contratados por fabricas para concertar máquinas ou ver se elas vão precisar de algo.  Vamos até as casas das pessoas para concertar também, e com peças que são possíveis o reaproveitamento a minha mãe vende-as no mercado.

A Capital parecia estar imaginando o meu dia-a-dia, pois todos pareciam "entender" o meu esforço.
- Garoto trabalhador... - Continua Cesar. - E você acha que sua experiência de vida o ajudará na Arena? Como?

- Alguns circuitos que pode reverter a minha situação na arena... Quem sabe? Distrito 10 tem seus bestantes, mas Distrito 6 pode ter algo a seu favor, pois a Arena depende de tecnologia também. - Não posso falar muito sobre os meus possíveis planos na arena, mas a vontade de jogar na cara era grande.

- Estaremos esperando sobre seus atos na arena garoto... E o que está achando do resto dos Tributos?

- Nessa edição, os carreiristas, são mais controlados, mas mesmo assim vejo perigo neles e vejo também em outros tributos, mas não posso falar muito sobre as garotas, pois tenho minha namorada e futura esposa me esperando por mim. - Falo lembrando de Kairi.

Junto com um ar de tristeza a Capital se levanta e me aplaude. Saio do palco do mesmo jeito que entrei. Enquanto passo por cima do pessoal da Capital, Cesar fala.


E esse foi Augustus Grace!

Passo pelos tributos e aterrisso-me com sucesso e volto com calma até o meu aposento.



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Dylan Matheson

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 11:44 am


Dylan Matheson

Não acredito que tive tanto, um 9. A nossa mentora não estava nada a espera, pensava que até a Rya iria ter mais nota que eu. Apesar de ter treinado muito pensava que não ia ter tanto, mas até fico contente com isso, foi uma amostra que afinal eu até tenho valor.

Agora tenho que me preparar para a entrevista da qual estava muito nervoso. Nunca estive a frente de tanta gente a olhar para mim além da colheita, e ainda por cima tenho que falar, nem acredito. Levantei-me da cama e sem fome e ao acabar de me arranjar vou ver qual roupa a minha estilista me arranjou, e não estava nem preocupado com o que ia vestir pois já sabia que ela era muito boa, assim ponha-me mais a vontade. Esperei até que ela chegou com a minha roupa e o vestido da Rya que após me entregar foi levar o vestido a rya.

Já com a roupa preparada só faltava que os estilistas começassem a arranjar-me e darem aquela banho horrível, que poderia ser perfeitamente eu a lavar-me pois eu sabia perfeitamente lavar-me. Apesar de ser giro e tal, e não ter problemas com a minha imagem e dotes, eu não gostava que me vissem nem que me tocassem, mas tive de deixar. Perfeitamente limpo vesti-me e os estilistas arranjaram uns pormenores que eu não arranjei bem, eu tinha de estar perfeito e muito elegante para cativar toda a panem.


Após estar vestido fomos para a fila de chamada. Nós ainda éramos muitos na fila e a espera parecia ser muito lenta o que me fazia soar e estar nervoso para o confronto com o apresentador que nos ia entrevistar, o Ceasar Flickerman. Ver os tributos a entrar vês a vês era horrível e só se via as horas a passar até que Rya entrou finalmente e nem disse nada, parecia que nem sabia que eu lá estava. Ela parecia estar bem sem mínimo nervosismo, gostava de ser um pouco como ela, eu ainda nem entrei na arena e já estou tremendo, eu realmente não fui feito para aparecer na televisão.
A entrevista de Rya acabou e vieram-me buscar, estava prestes a entrar no palco e só me apetecia fugir, e ainda nem tinha olhado para o publico. Já no palco Caesar chama pelo meu nome e eu avanço e assim vejo a multidão de pessoas a minha frente nesse momento até meu coração parou e meu corpo moveu-se sozinho ate Caesar que me cumprimentou e me deu as boas vindas. Como se fosse bom estar ali. Após nos termos cumprimentado , faz algumas perguntas enquanto eu vou lhe tentando responder.

– Como era sua vida no Distrito Oito? – Perguntou Caesar com um sorriso enorme na cara.

– Desde já queria dar as boas noites a toda a panem e claro a você. – Cumprimentei o publico depois de estar mais calmo e já pronto para falar. – Bem, eu não gosto muito de falar da minha vida, mas como não faz mal nenhum em saberem vou contar muito brevemente. Por onde eu posso começar. – Pensei eu numa forma mais fácil de explicar. – Pelo princípio que é melhor. Então minha vida foi cuidar simplesmente da minha família, infelizmente meu pai morreu cedo, minha mãe tem uma doença terminal que poderá morrer em qualquer altura sem os cuidados precisos, e os meus irmãos que me ajudam em tudo o que podem. Assim não sei o que é ter uma infância feliz como aqui em panem, mas sei que a felicidade não e só dinheiro, apesar de ter trabalhado sempre fui feliz como minha vida e trabalho ajudando as pessoas que mais precisam, assim passei a ser enfermeiro do destrito 8.

Depois de ter respondido a primeira pergunta parece que o meu nervosismo desapareceu, e assim comecei a falar com motivação e sem medo do que dizer, apenas ser eu proprio e não ter medo do publico, tenho de sorrir como a minha mentora nos disse.

– Qual é sua maior motivação para voltar para casa? – Continuou ele com as perguntas, quebrando a tristeza que pairou no ar.

– A minha maior motivação? – Perguntei eu mostrando o quão é obvio a resposta. – Não está claro que são os meus irmãos que ainda precisam de mim e minha linda mãe que conta comigo para ganhar isto e assim arranjar forma de a curar! E claro que se ganha-se traria orgulho ao meu destino que tanto merece.

– Já tem seus amigos e inimigos bem escolhidos? – Perguntou Caesar muito interessado.

– Mais ou menos, já tenho alguns amigos, infelizmente no final só um poderá viver, mas até lá, vamos ver. Inimigos? Até agora ainda não, só se alguém já me achou demasiado bom fazendo de mim um alvo a abater... Não sei logo se verá, talvez arranje uns na arena e os mate. – Disse eu rindo-me um pouco já descontraído.

Caesar acabou com as perguntas e o tempo de entrevista acaba também, ele levantou-se aplaudiu-me enquanto todos também o faziam, e desejou-me sorte e despediu-se de mim. Sai do palco a sorrir e a acenar para a plateia percebendo que afinal não era assim tão difícil. Ao sair só pensava se eu realmente fui interessante para as pessoas, e assim começaram a vir os próximos tributos a apresentarem-se.



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Emma Iverwellar

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 5:51 pm


Doze! Doze! Doze! E uma Iverwellar entra nessa elite de tributos que recebe 12! Nem Goldináceo, nem Zerão tiveram tanto! Será que agora meu pai já percebeu o trabalho que estava deitando fora em dizer que eu não podia me voluntariar?

A Galinha Gigante agora depenada vem me felicitar na sua maneira 'simpática' pela nota da avaliação.

-Também não esteve mal, frango. - respondo com boa disposição - mas tenha atenção, agora que o depenaram o cara do Dez pode ficar com fome ao olhar para você. - Digo olhando o gordinho que está novamente vestido de cowboy.

Creed como sempre vem atrasado. Nossas roupas nem são assim tão complicadas que demorem tanto a vestir! Eu só trago ultra vestido branco muito semelhante ao do desfile. Podera que enforcacem os estilistas depois disso!

Gold sai, acabou por revelar nossa aliança. Certo, confiança. Tenho que confiar no cara. Será que posso? Bem, na arena veremos.

-EMMA IVERWELLAR! - chama Ceaser. E eu subo antes mesmo de por a vista em cima que Zero. Onde está o cara?

Calmamente Ceaser faz a primeira pergunta, já esperava.

-Bem, Ceaser. Como eu posso explicar.. Meu pai é treinador, pelo que eu treino desde pequenininha. - falo com nostalgia. Por momentos pus em causa se estaria a fazer a coisa certa. Mas não há volta a dar agora. - E neste ano não havia nenhuma garota em melhor condição de participar.

Satisfeitos com a resposta, segue-se a próxima pergunta. Esta eu não esperava. Até me dá a volta ao estômago. Que querem que eu diga dele?

- Ele é.. Um bom carreirista. Foi treinado pelo meu pai também. Eu acompanhei o treino, e meu pai tem grande esperança nele. - não vou falar mal dele. Posso não gostar dele. Mas somos do mesmo distrito e não o vou enterrar. - Meu pai tem grande esperança nos dois. - me engasgo na mentira.

E então vem a última pergunta. Pergunta simples que não requer muito que pensar.
- Bem, farei tudo. Eu tive a nota mais alta na avaliação e a mais alta possível. Esperem para ver do que sou capaz.

Sorrio. Faço uma vénia e saio.
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Creed Zero

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 6:11 pm

"Aff, porque tenho eu de vestir estas coisas e ir para a frente de pessoas..." - pensava Creed ao acordar apercebendo-se de que dia era. 

Os estilistas apressavam-se a entrar no seu quarto quase rasgando-o ao meio para ele se levantar. 

- Não me sinto muito bem... - mentiu. - não há maneira de passar por cima disso? 

- És doido rapaz! Toda a Capital adora ver e ouvir a conversa com os Tributos! - falou um dos que o tentava levantar. 

Levaram-no para o vestiário onde lhe enfiaram numas roupas parecidas com as da apresentação, tons muito brancos como a pedra e o quartzo, típicos do distrito de onde vinham. Porém a sua má disposição para ir fê-lo chegar atrasado onde todos se reunião para aguardarem a vez de ser chamados. 

Não demorou muito até ser a dele, de facto era o 4º a entrar lá para dentro. Assim que alcançou o palco foi logo atingido por uma forte luz mesmo nos seus olhos.
- Poxa cegar os tributos antes da arena é considerado batota... - disse um pouco irritado. 

Assim que chegou acima do palco Ceasar já o esperava levantado. Forçando um sorriso apertou a mão do homem casualmente antes de se sentar e esperar pela pergunta. 
A primeira era simples, algo muito ouvido a ser perguntado aos tributos, ele não era nada interessante porque é que o tinham de meter a falar.

- Na arena devem esperar o mesmo que todos, sangue, pessoas esventradas e mortes... - Falou sem qualquer emoção na voz. - É isso que se quer ver e é isso que nós daremos.

A segunda pergunta saiu logo disparada.

- Bem ao que parece estou numa aliança... - falou o rapaz como se estivesse um pouco ao lado disso. - Parecem ser todos bastante fortes, até mesmo Emma que me espantou com aquela nota. No entanto existem outros que são... heeee... mais estranhos... - disse ele sem conseguir explicar muito bem,. - Um deles chama-se Presunto por amor de Deus! Presunto de prata... Vocês agora digam-me o que estão achando dos tributos... 

Quanto à última pergunta ele não sabia bem o que dizer, pelo que optou por referir aquilo que sentia.

- Bem temos a tipica relação de um tributo com o seu treinador, ela é o orgulho do meu treinador, o pai de Emma, e por isso sei que ela nos pode dar óptimos conselhos. De resto não se passa assim grande coisa...

Era a coisa que mais odiava... Ser entrevistado e tentou despachar-se o mais rápido que pôde. Assim como entrou saiu, com um aperto de mão a Ceasar e deixando o palco o mais rápido possível.
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Rya Lokidottir

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 6:39 pm


Rya Lokidottir

O dia da entrevista chegou, e hoje era também o dia em que a capital me iria conhecer melhor onde eu iria falar de mim, não sabia ao certo as perguntas que lá fazem, mas precisava ser determinada e ter um sorriso na cara e mostrar o quanto sou forte, não era a nota desagradável que tinha que me ia deitar abaixo, um 8, como foi possível. Apesar do Dylan ter mais que eu, não ia ficar triste, mas sim contente.

Os ajudantes da estilista do distrito 8 vieram arranjar-me para estar pronta, era a segunda vez que estava a passar por isso, até era capaz de me habituar a estes tratamentos, mas claro sem as mãos imundas dos homens com os seus pensamentos perversos.

A minha querida estilista criou um vestido lindo, desta vez gostei mesmo dele, era diferente, mas gosto de marcar a diferença. Este era o último vestido que ia criar para mim antes de entrar para a arena, até sinto pena agora. Meu cabelo foi arranjado de modo a ficar ondulado e volumoso a mostrar o meu lado feroz e sedutor, tudo em mim parecia estar perfeito, até mesmo a minha maquilhagem que me realçou os olhos, e com a minha cor naturalmente bronzeada estava sexy, pronta para seduzir o capitolio.


O vestido da Rya é igual ao da imagem só que com um decote muito maior e a borda do decote é também em dourado.


Já estava preparada e Dylan encontrava-se atras de mim, todos estávamos uns atras de outros e em cada distrito a mulher ia em primeiro. Com os conselhos da minha mentora estava calma e durante o tempo de espera permaneci quieta sem pensar muito, só com o pensamento que tinha de por a sala a aplaudir para mim. Assim o tempo passa e chega a minha vez, eu realmente estava incrível, perfeita, minha estilista esmerou-se, chamaram pelo meu nome e um homem indicou-se o caminho, e assim pisei o palco, respirei fundo…

Quando entro Ceasar grita muito forte o meu nome e eu aceno para todos na plateia sorrindo de orelha a orelha e abanando meus cabelos.
- Agora com vocês… Rya Lokidottir! – Grita Caesar estrondosamente.

Ele pede-me para me sentar a sua frente, e com os meus cabelos lanço um olhar para a plateia e balanço meus cabelos mostrando minha sensualidade. Mas antes de me sentar ele tenta me cumprimentar mas rapidamente sento-me para não o cumprimentar, não queria muito tocar naquelas mãos imundas. Sem saber o porque da minha reacção, começa com as perguntas.

–Você tem um ar muito determinado. Pretende fazer os possíveis para regressar a casa?

– É claro, é obvio que sim. – Comecei a explicar . – Sou determinada e vou fazer de tudo para voltar para casa, é o meu maior desejo neste momento, tenho muitas coisas que deixem para trás e não posso morrer sem pelo menos saber que meus irmãos ficaram bem.

– O que podemos esperar de você nessa edição? – Perguntou ele curioso.

– Bem como já percebi, você percebeu que sou determinada, então minha determinação vai estar no auge e vou tentar matar o máximo de tributos que conseguir e me aparecerem a minha frente. – Disse eu mexendo no cabelo e me mostrando determinada. – Principalmente mostrar a todos que as mulheres não são fracas, assim vou querer matar o maior número de homens durante a arena. – Continuei. – É claro que se vir que não tenho chances, ou dou um jeito para mata-lo ou sair do local sem ser morta ou ferida, mas não quero pensar já nisso. – Tentei eu concluir o que eles podiam esperar de mim. – Sendo assim vocês vão ver uma fera na arena, e espero que muitas mortes…

– Qual sua relação com seu companheiro de Distrito?

– Isso já é um assunto um pouco complicado, mas como direi isso. A nossa amizade já é antiga e infelizmente nos os dois viemos aqui parar, agora como sabemos que só um sobreviverá tivemos que nos separar, nem formamos uma aliança juntos, pois não queremos ter nada a ver com nossas possíveis mortes. – Disse eu mostrando que não estava para brincadeiras. – É claro que se nos dois sobrarmos, eu vou matá-lo sem problemas, afinal só um vai para casa, e para isso só vou eu. Mas também sei que se eu morrer e ele viver ele cuidara dos meus irmãos como também eu farei se ganhar.

As perguntas acabaram levanto-me e ele pede aplausos para mim, mas não foi preciso pedir pois já estavam a aplaudir, nem que seja só pela minha beleza. Abro os braços para a multidão que estava na plateia e mostro mais uma vez a minha beleza rodando fazendo meus cabelos esvoaçarem e a abertura da saia se levanta e gira mostrando minhas belas pernas. E agradeço os aplausos e canto um pequeno refrão de agradecimento para por todos de boca aberta.

Os aplausos são demasiados fortes e saio do palco sempre a acenar e mostrar o meu sorriso. Acho que realmente gostaram de mim, vamos lá ver, espero que sim. Proxima fase, arena, me esperem que eu vou brilhar.



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Alden Yeda

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 7:15 pm


Alden Yeda

Oito...

Quem aqueles malditos pensavam que eram pra me dar um oito? A nota ainda estava entalada na minha garganta, com um gosto tão amargo que me deixara de mau humor.

Eu não havia parado para provocar mais ninguém, sequer conseguia prestar atenção aos outros tributos. Só conseguia repassar em minha cabeça o que seria preciso fazer para reverter a situação ao meu favor.

Eu não havia entendido muito bem o significado da minha roupa, mas a meu ver era uma total confusão. Era até bonita, mas havia partes desconectas e desenhos de monstros em todas elas. Quando minha estilista me pegou observando a roupa com ar de dúvida tentou me esclarecer sua intenção.



― Uma represetação da arena, Flor...

― Não me chame de Flor ― cortei-a. ― Um nome é Yeda.

― Bestantes... ― prosseguiu.

― Espero que gostem ― foi só o que eu disse.

Meu nome foi chamado, e segui para o palco, sorridente. Caesar me ajudou a sentar e esperou a platéia silenciar para prosseguir com a entrevista.

― Uma voluntária do Distrito 11... Impressionante. Nos diga querida, qual foi seu motivo?

Meu sorriso se alargou ainda mais. Uma ótima primeira pergunta.

― Bem... Minha vida em meu distrito sempre foi muito simples. Passei boa parte dela admirando os vitoriosos que conquistavam riquezas e o amor da Capital. Sou cantora,mas... sem um público digno não vale a pena cantar. Me voluntariei pra mostrar que sou capaz de muito mais, e que não posso ser limitada a apenas um distrito, Caesar. Eu não podia esperar mais para por minha sorte à prova.

Caesar prosseguiu:

― Apesar de se ter voluntariado, seu companheiro de Distrito conseguiu atrair tantas ou mais atenções que você. Como se sente acerca disso?

Eu senti o sorriso se desvanecer lentamente de meu rosto. Ignorei tanto meu companheiro de distrito que nem me dei ao trabalho de chegar sua popularidade ou desempenho.

Eu não consegui conter as palavras.

― Na realidade me sinto muito mal. Coloquei minha vida em risco para conquistar o amor de vocês e não queria receber menos que isso. ― Talvez a Capital goste de drama... Funguei de leve e enxuguei uma lágrima que brotou forçadamente de meus olhos. ― Mas não importa. Me esforçarei o máximo que puder para merecer o apreço da Capital ― eu disse por fim, sorrindo melancolicamente para o público.

Caesar afagou minha mão, me oferecendo um lenço, que aceitei de bom grado. Quando me recompus, ele me fez sua última pergunta:

― O que a faz sentir que está ao nível de Tributos que treinaram toda sua vida para isto?

― Nem de toda experiência se sobrevive. Sempre fui rápida e precisa, aqui, aprendi como utilizar meus atributos para viver... e matar. Talvez não tenha crescido treinando para chegar aqui onde estou, mas posso garantir que tenho mais força de vontade que muitos carreiristas.



Última edição por Alden Yeda em Dom Maio 18, 2014 7:47 pm, editado 1 vez(es)
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Menon

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 7:45 pm


Menon

Era a última etapa antes de ser colocado na terra onde perderia a vida. Certamente estava vestido para um evento tão importante quanto. Vestiram-me um smoking muito trabalhado, ornamentado por uma capa com pele de algum animal que não quis perguntar. Eu era propriamente contra matar animais para serem utilizados em vestes. Mas ali eu não podia apontar nada, minha vida e opiniões já não me pertenciam mais.



Observei Pearl entrar radiante no palco com seu vestido azul. Sua timidez e determinação é capaz de conquistar até o mais ranzinza dos homens.

Não demora até que sou chamado. Essa pode ser a ultima vez que minha tia me verá com saúde, ou até mesmo me ouvirá. Essa entrevista não será para o público, patrocinadores ou Panem no geral, mas unicamente para minha tia... e para mim.

― Por favor nos conte uma coisa que nos inquieta desde a sua chegada! Qual o porquê de não ter um sobrenome?

Caesar começa com uma pergunta delicada, eu não queria responder a isso, mas não me resta outra opção.

― Bem... É uma história bem complicada ― eu sorrio para o público. ― Tentarei ser o mais objetivo possível. Meu pai me usava como cobaia de suas criações, sempre fui muito resistente a tudo. Ele me escondeu por anos após meu péssimo desempenho na escola, pra ele era inaceitável que o filho de um gênio não fosse tão inteligente quanto ele. Fui sorteado para a colheita quando completei meus doze anos, mas adivinhem? Eu não estava lá. Após a colheita meu pai foi pego e executado em praça publica. Fiquei com minha tia, e por anos a sombra de meu pai me perseguiu, impregnada em mim e em meu sobrenome que sempre foi conhecido por todos. Quando comecei a trabalhar como testador, procurei os meios legais para mudar meu nome definitivamente. Ao me convinha mais ter um sobrenome, ou qualquer ligação com meu falecido pai.

Acho que falei demais. Um silêncio incomum se impõe na platéia, e não sei se isso é bom ou ruim. Caesar me encara por alguns instantes até que faz a próxima pergunta, o que é um alívio para mim.

― Pense rápido: como acha que será a Arena desse ano?

Faço o que ele pede e solto a primeira coisa que me vem à cabeça:

― Mortal.

Todos riem, e eu acabo acompanhando-os.

― Como é a relação com sua companheira de Distrito e seu mentor?

Falar de Electra é algo complicado, não sei se é muito inteligente da minha parte continuar sustentando a aproximação forçada entre mim e ela. Escolho fazer o mais seguro: manter-me neutro.

― Conheci Electra no dia da colheita, assim como Eon, apesar de ter visto seus jogos. Electra é uma figura, uma garota um tanto... instigante. E Eon é muito centrado em tudo que faz. Acho que o Distrito Três teve uma ótima mistura esse ano.

Meu tempo acaba, e tudo o que me passa pela cabeça é que em poucas horas estarei entrando na arena agindo como um carreirista, e que talvez não sobreviva nem ao primeiro dia lá dentro.

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Maresia Aquamurder

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 8:44 pm


Maresia Aquamurder

Nota 10? Depois de tudo o que fiz, ter ganhado apenas uma merdinha de nota 10!? Hahaha. Foda-se também. Vão se foder! Que raiva! Ainda tem essa bosta de entrevista, sendo que eu adoraria estar matando alguns tributos. Peço para que os estilistas não me arrumem muito, mas é obvio que farão algo muito chamativo. Eles ficaram contentes com a nota, eu não. Vão pagar por isso... Se bem que a nota de Nep foi razoável também, e ele parece estar contente. Mano babaca... Penso dando uma risadinha.

- Acho que estou pronta, não é?

- Sim, querida.

- Parece normal... – Digo, com um leve suspiro.

- Espere e verá querida.  – Disse ela, por fim.



Até que o tempo passou rápido, até demais, e estou muito preocupada em relação a isso. Na minha frente só se encontra o cabelo, ele me lembra de algo ou alguém... Só não consigo me lembrar.  E lá se vai ele... Essa roupa parece estar me deixando molhada. Mas nada está acontecendo.

 - Maresia Aquamurder!

Subo ao palco, com certa tensão... Mas ficará tudo normal, serei eu, apenas na pequena maresia. Hahaha.

― Olá, pequena sereia.

― Oi, Ceaser. – Digo, timidamente, dando um sorriso. – Se seus cabelos fossem mais claros, certamente, iria combinar com a minha roupa, tanto com os meus olhos. – Acho que poderíamos formar uma bela dupla.

Obviamente eu menti, acho esse cara totalmente patético. Por que ele apenas não morre? Bem que eu poderia arrancar a cabeça dele... Maresia? O que está acontecendo comigo? Voltou um pouco ao normal com ele me fazendo uma pergunta... Mas ele quem? Não lembro... Ah.

― Sabemos que não veio parar aqui por escolha. Mas também sabemos que você é uma Carreirista. Que planos tinha para a sua vida?

― Que vida? Você acha realmente que eu tenho uma vida? ― Não responda. ― Estava apenas brincando.  Eu não sou uma pessoa de fazer muitos planos, apenas consigo o que quero, e de certa forma, dos poucos que eu havia, um deles era se voluntariar quando eu tivesse dezoito anos.

Que droga! Imagino olhando em direção à plateia. Estou totalmente tensa, espero souber me controlar, mas se bem que eu não quero. Logo viria a próxima pergunta, e como estou me comportando, serei uma boa menina... Nao é? Mamãe? (risos)

― Você e Neptune parecem próximos. Qual é a relação entre os dois?  Você e Neptune parecem próximos. Qual é a relação entre os dois?
Outra bomba...

― Somos tão próximos ao ponto de darmos um abraço num ao outro, próximos o bastante para sentirmos o que cada um sente, mesmo sendo felicidade ou tristeza, não importa. Somos irmãos, ele é como um irmão... Q-q...

As palavras fogem de minha cabeça, não sei o que está acontecendo, algo está me fazendo ver coisas passadas... Mamãe, não... O temor volta de novo, não... Espero que eu fique bem até o final dessa merda.

― O que podemos esperar de si dentro da Arena?

Que pergunta mais tola.

― Do que você acha que sou capaz lá? Será que você nunca se perguntou isso a si mesmo? – Digo, com um tom diferente de antes... Um tom de raiva, ao mesmo tempo, de dor.  ― Apenas tenho uma frase para você. ―Sou capaz de muitas coisas. – Por fim, acabaram as perguntas.

Ia me esquecendo do vestido, ainda fazia algo a se fazer. Será que isso me faria ficar animada novamente? Não, eu realmente não tenho nenhum futuro para viver. Levantei, e o vestido que parecia ser normal, começou a mostrar o que realmente era. Simplesmente começou a brilhar, e eu me sentia maravilhosa, não parou por aí... Ainda, o vestido que era azul meio transparente que brilhava a todo o momento.  Parecia que havia água em meu corpo, como se eu não usasse nada, e para a plateia, isso também estava acontecendo. A água e corpo estavam por todo o meu corpo, mesmo sendo um vestido. Que magia! Vai ver, vem dentro de mim mesmo, eu brilho.



― Acho que você está um pouco quente, Caesar. – Será que você não gostaria de se refrescar um pouco?

Por fim, tudo acaba... A plateia pareceu ter gostado, não sei. Caesar, como de costume, dá um beijinho em minha mão e se despede, anunciando o nome de tal tributo, e agora foi o meu.

― Essa garota é Maresia Aquamurder! A pequena sereia!

Saio do palco, com todo cuidado e atenção, lá, encontro Nep, nervoso.

- Boa sorte, arrase lá. – Digo, dando lhe um abraço.





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Fortisha Volkslet

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 9:12 pm


Fortisha Volkslet


Me sinto nervosa para o dia da entrevista. Dezenas de pessoas me assistindo ao vivo, outras milhares me vendo me suas casas... Qualquer passo em falso e todo mundo vai me odiar. Ou amar.
A nota que recebi no treinamento foi alta o bastante para me deixar animada. Claro que não era um doze quanto o da garota do 'Dois, mas eu não estava esperando nem um cinco. É nessa nota alta que penso enquanto me arrumo.

Recebo tratamento estético antes de me vestir. Meu cabelo é alisado e esticado até parecer o de outra pessoa. Mal reconheço aqueles fios lisos, por mais belos que pareçam. Olho torto para eles.

— Oh, não pense mal querida! Nós amamos os seus cachos! – diz uma de minhas preparadoras.
— Sim, sim! – concorda outra. – Mas foram exigências de sua estilista! Ela pediu para que seu cabelo fosse liso para combinar com o look da entrevista. Agora fique quietinha que a maquiaremos.

Obedeço e termino os procedimentos de embelezamento. Em seguida, caminho - nua - para onde minha estilista estava, já com a roupa preparada em um manequim.
Sei que a maioria das garotas está vestida em seus vestido deslumbrantes e os meninos em ternos lindíssimos. Por mais estranho que pareça, minha estilista não segue esse padrão. Ela parece me conhecer melhor que qualquer um, por mais que mal tenhamos falado uma com a outra. Ela estudou meu andar, meu estilo próprio e até as cores que combinariam melhor comigo.

— É... Estranho. – digo sobre o visual, sem papas na língua. – Nunca vi uma garota vestida com algo do gênero durante a Entrevista. Mas pelo menos não é um vestidinho de garotinha frágil.




Minha roupa para a entrevista não é um vestido, mas um conjunto de roupas justas na cor branca com detalhes em preto. Basicamente, um top, uma calça legging e botas de cano longo. Tudo bem moderno e apertado o bastante para mostrar todas as minhas curvas. Uma placa pesada em minhas costas tentava não chamar muita atenção, mas me incomodava de leve. Sobre meus ombros, joelhos, cinto e bico das botas, espinhos brilhavam em um tom prateado.

"Os espinhos são pra dizer: Cuidado, eu sou perigosa! Não chega muito perto de mim!" informara-me a estilista.

Uma das coisas que me mais chamou a atenção foi a estampa do "Distrito 6" no meu peito.

"Quando a entrevista terminar, passe a mão lentamente sobre o símbolo, quando estiver se despedindo de Caesar. É uma surpresinha para o final." disse ela.



~~~

Espero ansiosamente na sala de espera, até que o garoto do Distrito 5 sai e sou chamada. Tentei ao máximo prestar atenção aos discursos dos outros tributos. Preciso estudar meus oponentes, mesmo que muitos deles apenas estejam fazendo palhaçadinhas para puxar risos da Capital. Risos não me farão vencer, então tenho que parecer simpática, atraente e forte.
Caminho até o palco quase que desfilando. Mantenho minha postura e caminhar leve. Tento mandar olhares sedutores para a plateia e sorrio para Caesar quando ele me cumprimenta.

— Uau! – comenta ele sobre meu visual. – Parece que decidiu mostrar mais seu instrumento de batalha do que um vestido caríssimo, hein! E que instrumento de batalha, não é mesmo?

Os espectadores aproveitam a deixa dada por ele para rir e bater palmas. Ótimo, sinto que deixei uma boa impressão. Caesar me convida para sentar e o fazemos. Cruzo as pernas e tento parecer bem interessada em tudo ali. Espero que Wheela esteja me vendo...
Ele espera a multidão se acalmar e começa o "interrogatório".

— Bem, Fortisha, você parece uma mulher forte e confiante. Se identifica com essa descrição?

Uau. Estou conseguindo desempenhar o papel de garota forte. Já perceberam isso. Maravilha! Quase esboço um sorriso de emoção, mas tento transformá-lo em algo quase sedutor e irônico. Um sorriso misterioso.

— Bem, não vou negar. Eu vivia em uma das áreas pobres em meu Distrito. Sem pais, tive que aprender a me virar desde cedo. Era conhecida como Tisha Mão-de-Ferro, por que socava qualquer malandro que tentasse mexer com meus irmãos mais novos. Haha. – Rio um pouco, estalando os dedos em punho. Quero que pensem que estou com saudade de descer a porrada em alguém.

— Durona, pelo visto, hein! Cuidado, Carreiristas! – alerta ele, num tom irônico.
— Isso aí! Haha. – tento rir um pouco.

Isso de parecer perigosa é uma faca de dois gumes. Irei fazer com que alguns tributos corram só de me ver, mas que outros venham para cima de mim querendo eliminar uma forte oponente.


— Durona ou não, a despedida deve ter sido triste para você, não é? O que foi para você o mais difícil de largar no Distrito Seis?


Pronto. Ele quer me desmoralizar. Acabei de falar que sou forte e ele quer me ver chorando aqui na frente de todos. Não posso fazer isso.

— Sabe, Caesar, eu tenho três irmãos pequenos que não tem mais ninguém além de mim... Somos órfãos, então eles precisam de mim para sobreviver. – faço um rosto triste, mas em seguida fecho o semblante com um olhar decidido. – Eles é que me motivam, eles é que me fazem forte. E é por eles que retornarei. Por eles e pela pessoa que sempre esteve ao meu lado, dando o apoio que precisava. – olho para a câmera, direcionando as palavras para ela. – Wheela, eu voltarei por você, meu amor.

O povo da Capital suspira e faz um "awwnn" coletivo.

— Essa garota é mesmo uma caixinha de surpresas, hein? Quem diria que a Forte-isha (me seguro para não rir do trocadilho terrível.) estaria apaixonada? – comenta Caesar, mas sem aprofundar muito nesse assunto.

— Agora me diga: O que espera dos Jogos dessa edição?

— Bem, acima de tudo espero vencer, né? – sorrio mais uma vez. – Depois disso, espero que seja desafiador e excitante. Quero que seja um show digno. Quero que todos os tributos daqui sejam lembrados, mesmo os que não vencerem.

— Todos esperamos por isso! – concorda Caesar, encerrando a entrevista. – Senhoras e Senhores, Fortisha Volkslet, do Distrito 6!

Me despeço da multidão e me lembro sobre a dica da estilista. Mando beijos para o público, aceno com uma mão e passo a outra sobre o peito. E acontece rápido de mais para que eu entenda. A placa em minhas costas começa a se expandir, formando um apoio em minhas costas, criando um banco. Sou forçada a me sentar nele, tentando não transparecer o desespero que tomava conta de mim. Instantes depois, me olho no telão e observo no que me tornei. A placa em minhas costas se transformara em um esqueleto de motocicleta. Apenas o assento, rodas e guidão eram físicos; todo o resto era projetado com neons, liberados pelo guidão. Apoio uma das mãos sobre o acelerador e o pressiono. Sorrio e aceno para a multidão perplexa enquanto saio do palco.

Minha estilista é louca, mas definitivamente chamei a atenção.


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Electra Kirchhoff

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 9:32 pm


Electra Kirchhoff


Finalmente chega o dia do programa ao vivo. Mal consigo conter minha empolgação. Finalmente voltarei para casa em meu trem particular e com o meu gatíssimo namorado ao meu lado.
A produção me entrega um vestido bem espalhafatoso, algo que eu nunca vestiria normalmente.
Pareço uma periguete. O troço é quase transparente e o decote é abertíssimo. Eu sou uma moça de família, o que eles tinham na cabeça? Quando vejo Menon vestido, paro de reclamar da roupa e tento me jogar em cima dele até que chamam meu nome.




— Ora ora, vejam se não é a inusitada Electra, do Distrito 3! – grita um homem de cabelo pintado.

Meu senhor, onde arranjam esse povo estranho?
Caminho toda elegante, acenando para a plateia e então tropeço no vestido e caio de joelhos no chão. O público não se decide se ri ou fica tenso, mas eu sorrio e mostro que sou uma dama preparada para qualquer situação. Finjo que foi proposital e caminho como uma tigresa, de quatro, até o homem, toda sensual.

— Cadê o Luciano? – pergunto, assim que me levanto e sento na cadeira.

O homem parece confuso. Ele se senta também.

— Acho que entendeu errado, querida! Eu sou Caesar, Caesar Flickman! Não me reconhece da TV? – ele sorri, mostrando os dentes extremamente brancos.

— Ué, não é o Caldeirão?

— ... Não. Sinto desapontá-la. Haha. Uma peça, essa garota!

A multidão toda ri e não entendo o que está acontecendo. Aproveito a pausa com risadas para tirar um milho filho da mãe que ficara preso em meus dentes. Quando ele sai, dou-lhe um peteleco e ele cai no rosto do tal Caesar. Ele solta um grito baixinho enquanto a multidão parece chocada.

— Opa, desculpa moço! – e me apresso para tirar o milho do rosto dele e passar na poltrona.

— ... Vamos logo às perguntas. – ele parecia bem tenso. – Nos conte, como se sente? Está gostando das comodidades da Capital?

— Ah, tem me servido bem. Só que tem um povo bem esquisito aqui, né? Mal vejo a hora de voltar pra casa. Não aguento mais tanta cor.

— Bem sincera, hein? – diz ele, tentando parecer simpático. – Mas e então, o que pensa fazer para regressar a casa?

Não entendo bem a pergunta. Como assim o que pretendo fazer pra ir pra casa?

— Olha, não sei. Tô perdendo a paciência já. Já tô enjoada do Projac e do Luciano. Só quero pegar meu trem logo e rapar daqui. Se demorar muito, vou é por conta própria. Uma passagem pra casa nem deve ser tão cara. Qualquer coisa eu vendo esse vestido aqui.

Caesar e a plateia riem por vários segundos. Continuo séria, sem entender o motivo de tanta risada.

— Essa menina é uma figura mesmo – diz ele, limpando lágrimas dos olhos borrachudos. – Os Tributos do Distrito 3 são conhecidos por sua inteligência. Aliás, foi isso o que levou seu mentor Eon à vitória. Se identifica nesse padrão?

— Mas é óbvio! Sou uma gênia, sempre preparada para as provas mais difíceis. Só não sou muito paciente. Por isso, LUCIANO, ME ENTREGA LOGO MEU TREM!!!

— Senhoras e Senhores, Electra Kirchhoff!!

Ele se levanta e decido acompanhar a deixa.  Dou um beijo na bochecha dele e aceno para a plateia. Tropeço de novo e deixo o palco me arrastando como uma serpente, jogando o cabelo para o lado e fazendo cara sexy.


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Neptune Sharkprey

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 9:59 pm



Neptune Sharkprey

- Boa sorte, arrase lá. - Disse ela, que estava muito linda.

Meus pensamentos estavam muito confusos, mas eu conseguira, tenho esperança nisso, e em todos que me apoiam.

- Neptune Sharkprey!

É a minha vez, subo ao palco meio lentamente, já que eu não queria começar tudo tão rapidamente. Lá, o apresentador, Caesar, já me faz uma pergunta, sendo que eu esperava algo mais gentil do que isso.

-Não é comum para nós vermos um voluntário do Distrito Quatro que não seja Carreirista. Quer nos contar sua história?

- Pois é, eu nunca desejei ser um carreirista, nunca gostei, apesar de ter alguns amigos que são. - Um deles até já participou, mas eu não quero lembrar disso, ele é irmão do cara que eu gosto, na verdade eu o amo. Não consigo controlar as lágrimas e acabo chorando na frente de todos, parecendo um idiota. - Na verdade era, já que ele acabou falecendo aqui. - Digo, sem me importar de estar com os olhos molhados.

Meu mundo está desabando, assim como tudo, me voluntariei para salvar alguém que eu amo, que eu nunca mais verei em minha vida.

-Como era sua vida no Distrito Quatro?

- Minha vida sempre foi ótima, sempre tive a minha família, e amigos para me ajudar, apoiar e tudo mais, resumindo é isso.

Finalmente, a última pergunta.

-Podemos esperar de si o mesmo que esperariamos de um Carreirista?


- Bom, isso só podermos ver na arena, meu caro. - Digo, dando um sorriso ousado.

Ao me levantar, a pequena rede de pesca, azul bebê brilhante acabou escorregando de meu corpo... Ou seja, acabo ficado nu na frente de todos, todos mesmo, o país todos. MEU DEUS! Tento tampar, mas Caesar não dá bola e agarra minhas mãos e as bota no ar, para anunciar-me.

- Este é Neptune Sharkprey, distrito quatro! - Que belo produto, diretamente do distrito 4!










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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Dom Maio 18, 2014 10:36 pm



Gregório Vaccari

Todos os tributos estão enfileirados e são chamados um por um, por ordem de distrito. Logo chega minha vez, aperto os punhos numa tentativa de equilibrar meu nervosismo.
  Como de costume, quando um tributo entra no palco, a platéia se abre a gritar, tão alto quanto a voz de Ceasar. Vi que a criatividade é algo esbanjante este ano entre os estilistas, apesar de alguns - eu por exemplo - estarem com roupas normais, outros vestem coisas um tanto quanto exageradas. Visto um simples terno, algo extremamente distante das roupas que eu costumava vestir, aquela jaqueta e calças rasgadas, me dando um aspecto rude. Por algum motivo, minha equipe de preparação resolveu manter minha barba, talvez por me dar um aspecto mais forte. Meu cabelo está devidamente cortado, muito mais apresentável agora.



  Entro com um sorriso equilibrado no rosto, não muito estridente, nem muito fechado. Como se tudo aquilo fosse normal. Ceaser acalma a platéia e pede que eu me sente, e assim o faço.

- Senhoras e senhores, parece que temos aqui um caso raro de voluntário vindo do Distrito Cinco. Gregório, quer nos contar o motivo pelo qual se voluntariou? - Ele pergunta.

-Bom... - Penso se devo contar a verdade. -Digamos que o motivo pelo qual me voluntariei, será o suficiente para me fazer sair dessa arena vivo! - Exclamo. Demonstrar minhas fraquezas aqui não parece bom.

- Qual é sua inspiração para voltar para casa?

-Minha família, sem dúvidas! - Aqui ninguém sabe que sou orfão, apesar de eu não estar me referindo aos meus pais.

- Pensa tomar conta de si próprio ou já está inserido em uma aliança?

-Deixarei isto como um mistério, talvez vocês se surpreendam. - Digo com um olhar profundo sobre a platéia, a qual fica alguns segundos em silêncio. Até que Ceasar intervém novamente, finalizando a entrevista.




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Valentine Blakewood

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Seg Maio 19, 2014 3:01 pm


Valentine Blakewood

A preparação demorada para a entrevista hoje tinha sido feita de modo espetacular pelo meu estilista e sua equipe. Me colocaram num vestido justo e comprido, o famoso vestido sereia, não sei porque dão esse nome e muito menos porque me colocam um desse sendo que nem sou do Distrito Quatro, indiferente na verdade. Ele consiste num tecido fino e num tom bege, tem arabescos de diferentes tamanhos na cor marrom e todo enfeitado com adereços que lembram galhos, mas na verdade não são.

Estou no aguardo da minha chamada, não demora muito e ouço Caesar anunciar o meu nome, estava na hora de conquistar o que devo. Entro no palco sorridente, acolhendo o povo da Capital com meu sorriso gigante e bonito. As sardas na região da minha clavícula recebem um destaque magnífico, juntamente com as do meu rosto. Meu cabelo alaranjado está solto e levemente cacheada, estou pronta para receber o amor da Capital. Cumprimento Caesar com um aperto de mão e me sento na poltrona, esperando as perguntas do apresentador, eu estava extremamente confiante a meu respeito.

— Uau! Magnífico. Valentine, como era sua vida no Distrito Sete? Tem alguém esperando por seu regresso?

Todos me olham com extrema curiosidade, já sei a resposta mas decido fazer um suspense.

— Eu sempre trabalhei muito duro no Distrito Sete, minha mãe faleceu quando eu tinha apenas três anos de idade devido ao câncer e atualmente vivo apenas com meu pai. Não tenho irmão nem primos, meus avós também se foram. Sou apenas eu e meu pai. - digo olhando para a plateia com o olhar entristecido, mesmo não estando triste na hora eu precisava parecer.

O público parece sentir a pobre garotinha que não teve mãe ou irmãos, que só resta o pai para recebê-la de volta ao Distrito Sete. Acho que estou convencendo-os, mas obviamente que precisam de mais.

— Muito triste mesmo, mas então... já tem em sua mente aliados? Ou... - Caesar dá uma pausa e logo conclui. - Inimigos?

Sei exatamente o que responder e não decido fazer mais o suspense de antes, precisava ser rápida e decidida a esse respeito.

— Olha Caesar. Aliados ou não todos são meus inimigos lá dentro, todos terão que morrer para que eu posso vencer os Jogos. - sorrio enquanto falo. - Mas obviamente é muito difícil conquistar tudo isso sozinha, preciso da ajuda dos mais confiáveis, se é que você me entende.

Não sei qual fora a reação da plateia com essa minha resposta, só sei que devo estar indo bem e próxima do fim de minha entrevista. Caesar continua, dando sua última pergunta.

— Certo e sabemos que no distrito Sete é comum os tributos chegarem aqui já sabendo utilizar machados, não é verdade? O que podemos esperar de você em relação a isso?

Me lembro da nota de meu treinamento, mas para esvair esse tipo de pensamento descontraio com uma risada e uma batida na coxa, mostrando diversão.

— Mas é claro Caesar, nós do '7 temos muita habilidade com machados. Eu, por exemplo, sou lenhadora, necessito de um machado para o meu trabalho. - dou uma pausa e franzo minhas pálpebras. - Cá entre nós, preciso trabalhar um pouco nessa Arena, mas dessa vez não será com toras.

Todos riem e me sinto aliviada pela entrevista ter acabado, Caesar me levanta e beija o dorso de minha mão, me direcionando para o fundo dos palcos onde eu sairia e esperaria para o dia da Arena.


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Ronnie Magrow

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista   Seg Maio 19, 2014 3:21 pm


Ronnie Magrow

Balanço os meus pés na cadeira enquanto espero me chamarem. Por que sou sempre o último? Não vale. São sempre Pearl e Gold primeiro, eu quero ir logo, essa roupa tá me incomodando demais, humpf. Tô vestindo um terno comum, não tão comum porque nunca vi um desse lá no meu Distrito, ele é todo dourado fosco em tonalidades diferentes, a calça mais escura e no mesmo tom do paletó, a camisa bem clara assim como os sapatos e uma gravata bem chamativa. Caesar tava demorando demais e eu tô começando a ficar com um frio na barriga.

Assim que escuto chamarem o meu nome eu vou correndo para o palco com a ajuda de um moço que não sei o nome infelizmente, ele me coloca dentro do palco e eu vou cumprimentar Caesar com um toque de mão. Dou uma espalmada e fecho um soco pra retribuir, só isso demora muito porque parece que ele não sabe fazer um cumprimento desses, mas por fim nos sentamos. A cadeira era muito alta pra mim, mas consigo achar uma posição confortável pra continuar com a entrevista.

— Um garotinho tão novo como você é facilmente subestimado, mas a gente da capital já percebeu que você não é nenhum burro. O que está achando de toda esta nova realidade?

— É claro que não sou burro Caesar. - dou uma pausa e lembro de uma coisa engraçada. - Na verdade sou um pouquinho, como que eu deixei a minha estilista colocar essa roupa em mim? Tá toda apertada. - fico indignado com isso e cruzo os braços, o público parece gostar. - Mas então, eu tô achando tudo muuuuuuito legal, esses telões, essas roupas, essas casas que vocês tem aqui... não tem nada assim no meu distrito.

— Garoto espero, HAHAHA!! - ele diz isso e então continua. - O que acha de seus concorrentes mais velhos? Se sente intimidado por eles?

— Não. - balanço a cabeça em discordância. - Eles parecem ser bem fortes sim, mas eu sou rápido, muuuuuito rápido. - começo a mexer meus braços rapidamente. - Mas o único que me dá medo é aquele... - me aproximo dos ouvidos de Caesar e digo o nome baixinho só pra ele.

— O CREED DO DISTRITO DOIS? - Caesar grita.

— Poxa, era segredo ;(

Todos começam a dar risada, talvez o Creed não seja tão mal quanto eu penso que é.

— E por último, você acha que se dará bem sozinho na arena, ou pretende ter aliados do seu lado?

— Olha... - coloco o dedo na minha cabeça, pensativo. - Eu já tenho meus amigos, Scarlett e Matt, eles são muito legais e me sinto bem do lado deles. Não consigo me ver sozinho na Arena, até porque são vinte e quatro pessoas lá dentro, alguém tem que estar perto né? Só não sei se vão conseguir me ver, porque eu sou muito RÁPIDO. - digo isso bem rápido assim como a palavra e desço da poltrona.

Caesar me cumprimenta com um abraço e aceno para o público da Capital, espero que eles tenham gostado bastante de mim.

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