67º EDIÇÃO ANUAL DOS JOGOS VORAZES
 
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 Distrito 01

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Lennox Wave
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MensagemAssunto: Distrito 01   Sex Dez 13, 2013 7:40 pm



DISTRITO 1

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 "O Distrito 1 é um dos mais ricos de Panem. A sua principal atividade é a fabricação de artigos de luxo para a Capital, como diamantes e outras pedras preciosas."


A poucos dias da Colheita, o ambiente no Distrito 1 estava longe de ser tenso. Os mais fracos sempre se sentiram seguros por saberem que sempre terão os Carreiristas como voluntários.

ATENÇÃO: Utilize este tópico para interagir dentro do seu Distrito (sozinho ou com o seu companheiro de Distrito). Pode falar de tudo, desde do que está fazendo até ao que está sentindo. Aproveite para desenvolver a história do seu personagem. A postagem não é obrigatória, mas apenas a faça se tiver a certeza que não mudará o distrito e ocupação do seu personagem depois. E lembre-se: O seu personagem ainda não foi escolhido na Colheita.

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Pearl Martini

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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Ter Dez 17, 2013 6:50 pm


Pearl Martini

Era um dia normal na vida de Pearl. A garota voltou da escola no horário normal. Almoçou e se banhou como sempre fazia. Se trancou no quarto e voltou a ler seus livros de romance. Não que ela já não tenha lido aqueles setes tesouros que a garota presava como sua vida, mas era o que ela sempre fazia quando se sentia aflita. E toda a sua aflição tinha nome: A Colheita.

Ser filha do Prefeito do Distrito 1 tinha suas vantagens. A garota não precisava trabalhar para conseguir seu sustento e não precisava se preocupar muito com o seu nome no globo de vidro, pois além de não precisar das tésseras, ela tinha a vantagem de morar em um distrito onde garotas se voluntariavam em todas as Colheitas. Quer dizer... em QUASE todas as Colheitas.

- Quer saber! Vou parar de pensar nisso. Eu preciso mesmo agora é de um... amor. - Pearl suspira e abraça seu livro.


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Gold Baertoni

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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Qua Dez 18, 2013 7:44 pm

GOLD BAERTONI


    - Mais forte, vai, mais forte. Chuta, chuta, chuta! - grita meu técnico Frederico Guallardo para mim.- Ótimo, assim mesmo. Agora vá para o banho, faremos uma simulação de seus medos daqui a pouco. - Em outras palavras, teste psicológico.

    Tomo um banho gelado, sinto a água cair e correr pelo meu corpo, era como se cada gota procurasse por uma saída, removesse todas as impurezas e me deixasse puro novamente. Respiro fundo, não há melhor sensação do que a água em contato com a pele. Penso como deve ser no Distrito 4, onde as pessoas tem um Mar inteiro para elas. Sem dúvidas, muito bom.

    - Começaremos então o teste. Você precisa aprender a encarar seus medos. Lembra-se de todos os três?

    - E como eu poderia esquecer? - digo em resposta e Fred sorri para mim.

    - Bom, começaremos então! - diz ele e damos inicio a mais um teste de pressão psicológica.

    Quando terminamos, saio de lá e caminho diretamente para casa, que fica em um canto pobre do distrito, ou seja, tenho que atravessar todo o distrito 1. No centro do distrito, fica a incrível casa do Prefeito. Toda revestida de materiais luxuosos e sem quaisquer segurança. Apesar de haver um lado muito pobre, aqui no distrito não há queixa de roubos e furtos, todos se respeitam bastante. Até demais...

    Passando na frente da casa do Prefeito vejo sua filha, Pearl, a princesa do Distrito. Todos dizem que ela é um amor e trata as pessoas muito bem. Ou pelo menos, é isso que dizem. Nunca conversei com ela, também não fazia muita questão. Na verdade, ela sempre foi rodeada de pessoas na escola, sempre popular no meio dos alunos. Os garotos, babam e brigam por ela, mas ela aparentava ser bastante conservadora.

    - Precisa de ajuda? - pergunta uma mulher para mim na rua.

    - Quem é você? - pergunto de volta.

    - Sou uma das auxiliares do prefeito. Está a muito tempo olhando para a casa dele, precisa conversar com ele?

    - Na verdade. Preciso sim, a respeito do lado norte do distrito...

    - Ah, agora reconheço você, Gold Baertoni, nosso próximo voluntário para os jogos - sorri a mulher de forma confiante.

    - Sim, sou eu.

    - Venha a noite, marcarei um jantar e assim poderá expor o que deseja, combinado? - pergunta a mulher.

    - Até a noite - digo e passo por ela, em direção a minha casa.





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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Qua Dez 18, 2013 10:59 pm


Pearl Martini

Tereza nos informa que o Carreirista voluntário deste ano virá jantar conosco. Meu pai é um homem muito simpático e acolhedor, seria óbvio que ele não rejeitaria tal evento. Possivelmente, o garoto é mais um daqueles galãs treinados do Distrito 1 que se torna o favorito de toda Panem e depois morre por uma garota bonita e mais esperta que ele. Os caras daqui são lindos, mas tãããão burrinhos!

Separo meu vestido preferido. Ele é lindo! É simples, mas é o mais belo que eu já vi. Todo branco e rodado, com uma fita preta com um lanço na cintura. Usarei também meu colar de pérolas e meus sapatos preferidos. Depois de tomar um banho demorado e quente, me visto e desço para esperar o rapaz.

- Mamãe, o que achou do meu... - paro no meio da escada e percebo que o rapaz já estava ali, parado na porta cumprimentando papai e mamãe. Os três me olham e ficam em completo silêncio durante alguns segundos. Meu rosto começa a ficar vermelho e eu não sei bem o que fazer.

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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Sex Dez 20, 2013 5:09 am



GOLD BAERTONI

    Tomo novamente um banho gelado em minha casa. Minha irmã caçula, Pris, me pergunta se terão janta essa noite. A ideia de ir jantar na casa do prefeito do Distrito faz uma enorme rachadura em meu coração.

    - Prometo que trarei algo - digo, tentando dar-lhe esperança. - Agora, preciso ir.

    - Você vai a um encontro, Gold? - pergunta Prior, minha irmã do meio.

    - Por que acha isso? - a ideia me faz rir.- Porque você está bem vestido. Nunca se arruma assim...

    - Não. Tenho apenas uma reunião sobre a colheita...

    Os olhos de Pris se enchem de lágrimas e eu não sei o que fazer para acalmá-la. Toda vez que o assunto é colheita, ela chora, porque disse que prefere que passemos necessidade ao arriscar minha vida tirando outras. Muito maduro para uma garotinha de sete anos.

    - Sinto minhas garotas - digo abraçando-as. - Me deem um beijo, vamos, na bochecha, isso. - Digo e abro a porta. - antes de sair as encaro novamente. - Pris, cuide de Prior, sabe que ela não bate muito bem da cabeça né? - isso faz com que ela caia na gargalhada.

    Saio de casa.Visto uma calça social simples, uma camisa branca e um terno por cima. Não faço ideia de como o prefeito receberá seu futuro voluntário assim. Antes de bater na porta, ela se abre e a mulher do prefeito sorri para mim.

    - Você está galante como sempre, Gold. - diz ela entre as risadinhas.

    - Obrigado.

    - Oh, aí está, meu próximo voluntário! - sorri o prefeito. - Venha, vamos comer e conversar.

    De repente, Pearl desce em um vestido todo branco com um laço preto na cintura, fazendo-a parecer um presente. A ideia me arranca um leve sorriso com o canto da boca. Ela estava para perguntar algo, mas ao me ver, fica travada, como se não soubesse o que dizer ou fazer.

    - Que ótimo que chegou, Pearl. Venha cumprimentar Gold, nosso próximo voluntário.

    - Olá Gold - diz ela um pouco tímida.

    - Pearl.

    - Vamos jantar? - diz o prefeito.

    ...

    Na mesa um imenso banquete. Com a quantidade de comida que há aqui, poderia alimentar todos nós, minhas duas irmãs e minha mãe e ainda sobrar comida para alguns desabrigados. A ideia me irrita, mas não deixo isso transparecer em meu rosto.

    - Então, Gold. Vocês conseguiram encontrar mais alguma voluntária para esse ano? - pergunta o prefeito.

    - Infelizmente não. As meninas estão com quinze, dezesseis anos. Elas não estão prontas - digo inexpressivamente.

    Algo parece incomodar Pearl. Pelo visto, a colheita a assusta.

    - Gostaria de conversar com você sobre o acordo... - começo a dizer, mas o prefeito me encara como se eu fosse dizer algo que não deveria, mas continuo mesmo assim. - Ainda está de pé?

    - Sim - diz ele secamente.

    - O que está de pé? - pergunta Pearl.

    - Fiz um acordo com seu pai - digo. - Eu treinei anos para me voluntariar, ele irá cuidar das minhas irmãs e mãe enquanto eu estiver lá, e se algo acon... - Não! Isso não é opção. Vencerei. - Enfim, eu quero mais. Cansei dessas pessoas nas ruas - digo. - Sei que são poucas, mas o senhor não acha que deve tratar disso logo? Somos conhecidos por ser o distrito mais rico de toda Panem, e ainda sim, temos pobres, pessoas na miséria, eu quero mudar isso, eu vou mudar isso. Infelizmente só conseguirei de uma forma, afinal, não nasci com status - olho para Pearl e coloco um pedaço de carne na boca. - Para mudar isso, preciso vencer, apenas participar não é uma opção. - digo para ele, olhando tão dentro dele, que não sei nem se há um fim em seu interior...

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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Dom Dez 22, 2013 4:12 pm


Pearl Martini

O que Gold diz não me pega muito de surpresa. Escuto esse tipo de discurso há uns 3 anos. Todos os voluntários têm medo de deixar suas famílias desamparadas. Eu entendo isso, também faria qualquer coisa para ajudar minha família. A única coisa que recebi como um soco no estômago foi o fato de não encontrarem uma garota pronta o suficiente para se voluntariar. Mas decido não pensar nisso neste momento. Coloco um sorriso na face e respondo o comentário de Gold, porém com o coração quebrado.

- Claro que nós ajudaremos a sua família. Desde que meu pai se tornou prefeito, estamos trabalhando arduamente para fazer o Distrito 1 o melhor lugar para se viver em Panem. Um lugar honrado. Não é, papai? - Olho fixamente nos olhos dele e papai responde à altura.

- Pode ficar despreocupado, meu jovem! Nunca deixo faltar nada para nenhuma das famílias dos nossos honrados voluntários.

- Gold, não se preocupe, vai dar tudo certo. - diz mamãe, colocando sua mão em cima da mão de Gold - Você vai voltar com a vitória e todo o Distrito 1 estará te apoiando.

Mesmo com a certeza de que esse garoto se preparou a vida inteira para este momento, eu sinto pena dele. Ter a certeza de que irá para uma arena enfrentar 23 pessoas querendo te matar... não deve ser fácil. Perco até o apetite só de pensar nisso.
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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Qua Dez 25, 2013 5:18 am


GOLD BAERTONI


    -Podem ter certeza que vou - afirmo confiante para a esposa do Prefeito. - Aliás, estou mais do que preparado para matar. Não será algo que quero que minhas irmãs vejam... - faço uma breve pausa. - Não é algo do qual eu me orgulhe, mas ouço a voz do meu pai me dizendo para tentar. Como se ele estivesse comigo.

    Termino meu prato e me levanto. Inexpressivo.

    - Obrigado pela janta... Sinto muito se ocupei o tempo de vocês. Obrigado Prefeito - digo estendendo e lhe dando um aperto de mãos e trocando um abraço. - Senhora. - digo para sua esposa, beijando delicadamente sua mão direita.

    Olhei para Pearl, que ainda estava sentava a mesa, pensando em algo. Não sabia o que, só podia afirmar que ela tem medo. Medo dos Jogos Vorazes. Corto seus pensamentos com palavras.

    - Pearl - digo estendendo minhas mãos para beijar a sua. - Nos vemos na escola amanhã? - continuo caminhando até a entrada. Esperado sua resposta para enfim sair da casa deles.





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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Seg Jan 06, 2014 2:27 am


GOLD BAERTONI

    - Parte 1 -


    No caminho de volta para casa, vou me questionando sobre diversas coisas. Volto sonhando, num mundo onde não há muitas chances e esperanças... Num mundo onde o caos e a tristeza bate mais forte todos os anos, sem resquícios de um povo cuja finalidade seja "Felicidade para Todos"... Esse mundo existe na pós morte, tenho certeza disso... Mas agora, aqui... "Morte para Todos"?

    Não contenho um sorriso. Não devo pensar nessas coisas, elas me fazem mal, te dominam por dentro e quando você abre os olhos, seu anjo não está mais lá, e tudo que resta é escuridão.

    - Idiota. Sou um grande idiota em pensar nessas coisas. Meu foco é a aren... - minhas palavras são interrompidas com gritos próximos a minha casa.

    Minha mãe. Ela sempre volta tarde, depois das 22 horas da noite. Merda. Mãe.
    Corro o mais rapido que posso, pegando sem pensar a tampa de aço de um latão de lixo no meio da rua, e quando paro para ver o que está acontecendo, lá estão três caras de preto, com máscaras com metade da face de cor branca e a outra metade, dourado.

    Eles acertam a mulher nos olhos e a derrubam no chão e começaram a violentá-la com chutes e pedras. Meus olhos se esbugalharam. Algo precisava ser feito. A adrenalina de ver aquela cena me deixou irritado, me fazendo questionar quem havia tido a loucura de atacar aos pobres do D1? E onde estão os Pacificadores? Ah, é... Eles atuam mais na parte mais rica...

    Corro em direção a eles. Um ultimo golpe com uma faca acerta a mulher nas costas. Disparado e sabendo que não os alcançarei se me notarem, lanço a tampa do latão neles e ela acerta a jugular do mascarado que havia atirado a faca na mulher. Ele parece atordoado.

    - FIlhos da puta! Vou acabar com vocês! - gritei me aproximando... Sabendo que isso chamaria mais a atenção deles.

    Todos deram as costas para mim, ajudando o mascarado que eu havia acertado, e dispararam na próxima rua, uma longa descida. Já era tarde demais para alcança-los. Por mais rapido que eu fosse, aquela mulher precisava de mim.

    Carreguei-a no colo e corri em direção ao hospital mais próximo. Ele ficava na parte rica do distrito, não muito longe de casa, como se o hospital fosse a divisa do lado rico e pobre.

    - Gold Baertoni, próximo voluntário do distrito - disse para a atendente. - Esta mulher acabou de ser ferida e precisa de cuidados URGENTES! - As vezes, ser o voluntário do distrito tem certas vantagens...

    Ela sangrava. Quando olhei para ela, meus olhos se encheram de lágrimas. Era a vizinha de minha mãe, frequentava nossa casa quase todos os dias. Orlanda...
    Ela mal conseguia respirar, fazer perguntas seriam demais para que ela pudesse responder.

    Quando os médicos a tomaram dos meus braços, tudo que restou em mim era sangue. Sangue em meus braços, sangue em meu terno e minha camisa branca. Marcas que eu só imaginava ver na arena, agora colados em mim. Sangue inocente... Na arena terei de tirar a vida de pessoas inocentes, e eu ja estava preparado psicologicamente para isso. Mas aqui, agora? Não.

    ...

    Quando chego em casa, minha mãe corre ao meu encontro e me abraça, passando as mãos em meus cabelos.

    - Eu... Eu... Entrei. Ela ficou. Ela me protegeu - disse ela chorando.

    - Eles fizeram algo para a senhora? - pergunto.

    - Graças a Deus, não. Mas Gold... Vimos tudo da janela, v-v-você acha que ela ficará bem?

    - Sim, mamãe - menti. - As meninas, viram algo?

    - Não as deixei sair do quarto. Elas estão dormindo... Mas ficaram tão chocadas quanto eu.

    - Melhor assim. Tomarei um banho e voltarei ao hospital - falei.

    - Não! Por favor...

    - A partir de hoje, meus treinos como carreirista serão mais intensos. Quero vocês três em casa até as 19 horas. A colheita está próxima. E se eu ver esses três mais uma vez em nossa rua - cerrei os punhos. - Acabarei com eles.






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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Ter Jan 21, 2014 1:10 pm


GOLD BAERTONI


    - Parte 2 -

    - Vamos Gold! Bata nele - gritou meu treinador, pedindo para que eu finalizasse com o carreirista do ano que vem, já caído no chão. - Se você quer ser herói, tem que ser também impiedoso!

    - A luta já acabou - respondi.

    Então o garoto de 17 anos me passou uma rasteira e me derrubou no chão. Lenvantou-se rapidamente e começou a me chutar. Maldito...

    - Eu avisei - gritava o treinador. - Não se pode ser amigo daqueles que querem tomar o seu lugar, Gold.

    Segurei uma das pernas do garoto. Sei que não sou forte suficiente em uma luta corpo a corpo contra ele, mas sou mais inteligente. E essa vantagem esta na minha cabeça. Acerto um chute na lateral de sua perna, onde vejo o garoto desabar novamente. Monto em cima dele e me lembro dos bandidos agredindo aquela mulher, a forma como eles encaixaram a faca no corpo dela, doeu, foi terrível, foi pútrido, foi...

    - Gold, pare! - gritou o treinador me empurrando. Quando paro para ver o acontecido, o futuro carreirista que estava no chão havia perdido três dentes e estava desmaiado.

    - Mas o que eu fiz? - perguntei incrédulo.

    - Você anda mais perceptivo, Gold. Mas tome cuidado, pedi para que você finalizasse a luta, não a vida do rapaz.

    - Seja como for, ele mereceu - respondi. Então dei as costas para o treino e caminhei de volta a minha casa, do outro lado do distrito.

    Passo pela casa do velho prefeito e vejo Pearl em uma das janelas. Não se pode ter amigos em uma arena, Gold. De qualquer forma, a filha dele jamais iria para a arena.
    Sinto o vento batendo em minha face. Hoje a noite está escura e com vários pontinhos brilhantes no céu. Estrelas. As vezes penso no quão ruim é ter que viver em um mundo onde o caos predomina, sem salvadores, sem paz, sem esperança.

    Chegando na rua de casa ouço aqueles barulho novamente. São os três mascarados novamente.
    Mas que diabos eles insistem em fazer no meu bairro? E por que estão parados diante de uma caminhonete em frente a minha casa? Minha casa.

    Caminho em silêncio em direção a eles. Noto que estão me olhando, até um deles começar a gargalhar.

    - Grande Tático Carreirista! - anuncia o mais alto. - Estavamos a sua espera. - Quando percebem que continuo em sua direção sem falar nada, ele começa a falar novamente. - Pois bem, sabemos que você é o carreirista do ano e não queremos machucá-lo. Mas sabe como é, você também precisa colaborar. Precisamos de um distrito melhor... E não de um bairro pobre onde as pessoas vivem comendo merda. Essas coisas pertencem aos outros distritos, e não a este.

    - O que vocês querem nesse bairro, afinal? - perguntei cerrando os punhos para não notarem que eu estava tremendo.

    - Exterminar todos que moram aqui. Acabar com essa dor que corrói o coração dessas pessoas. Tornar o Distrito 1 um distrito 100% rico! - responde o menor deles. Ele tinha o corpo magro e batia no meu ombro. Mas era rapido, me lembro bem.

    - E vieram até aqui para me fazer uma oferta, esperando que eu ajude vocês a destruir o bairro onde eu moro e sempre vivi? - perguntei ironicamente. - Deixe-me pensar... É... Não.

    - Não viemos para brigas, Gold. Mas se não aceitar, vai sofrer certas consequências.

    - Sabe, é bom que tentem não brigar... Não gostaria de arrebentar três faces bracas e douradas... Seria uma perda para o distrito.

    - Nós avisamos, Gold. - O terceiro homem então retira um homem de dentro do carro e o fuzila na minha frente com uma arma de Pacificador. Mais um morto no distrito. Meus olhos esbugalharam. Corri em direção a eles, mas fui parado com uma arma apontada em minha cabeça. - Pense na oferta. A cada dia que se passa, mais um cai. Se minha matemática não for tão ruim, serão sete por semana e trinta por mês. Isso sem contar quando estivermos pegando uma família inteira.

    ...

    Os três entraram no veículo e saíram as pressas do bairro. Indo em direção a parte rica.
    Enquanto eu, tinha mais um morto para enterrar. Seu Jordin. Morava três casas depois da minha. Era viúvo e tinha uma filha que fora escolhida e morta nos jogos cinco anos atrás.

    Vou matar aqueles filhos da puta. Não é vingança. E sim, justiça.






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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Dom Fev 02, 2014 9:43 pm


Pearl Martini
Escuto meu pai conversando com um dos pacificadores. Algo está errado no distrito. Não consigo escutar o que eles estão falando dentro do escritório, a porta está meio aberta, mas ainda assim fica difícil. Eles falam algo com mortes e... Gold! O que Gold teria a ver com essa situação? Será que Gold está morto?! Meu coração para e minhas pernas ficam bambas. Não penso duas vezes antes de empurrar a porta e entrar na sala.

- O que aconteceu com Gold?! - falo um pouco a cima do tom que costumo usar. Minha respiração está acelerada. O que está acontecendo comigo?

- Querida! - papai encara o pacificador e percebo que eu não deveria estar aqui. Depois se levanta e me guia para fora da sala - Estamos ocupados agora, depois conversamos.

- Não! - grito, segurando a porta - Gold está... morto?

- Não, querida. Gold está bem. Depois nós conversamos. - papai então fecha a porta, na minha cara.

Mas o que será que está acontecendo? Gold está em perigo? Preciso ajudá-lo... Mas como? Como eu o encontro...?
I'm just a holy fool
Oh, baby, he's so cruel!
But I'm still in love with Judas, baby...
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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Sab Fev 08, 2014 2:19 pm



GOLD BAERTONI


    - Parte 3 -

    Mais um dia na escola. Felizmente é a última semana de aula e não precisarei mais voltar pra cá. Ando muito disperso ultimamente, segundo mamãe, mas com certeza isso tem um motivo óbvio. Nas últimas semanas mais de 30 mortos no bairro pobre do distrito. E pior, nenhum sinal daqueles idiotas mascarados... Eu precisava de ajuda, mas a quem eu recorreria? Quem conhece todos bem o suficiente para me ajudar a encontrar esses vermes? Na verdade... Há uma pessoa...

    Mas não. Essa ideia era idiota. Não falo com ela, e é claro que ela não aceitaria me ajudar nisso, afinal, toda princesa, disputada pelos garotos, e de uma classe alta. Com certeza não toparia me ajudar, mesmo que eu seja o próximo a me voluntariar...

    Nessa tarde decido não treinar corpo-a-corpo. Já estou bom o suficiente nisso. Preciso treinar mais minha mira. É ela quem deve ser o foco de tudo isso. Se eu melhorar a pontaria, com certeza posso acertar aqueles caras de longe.

    Nos últimos anos venho treinando com machados de arremesso e arco flecha. Mas os machados são a curta e média distância, enquanto as flechas de média a longa, o que faz de mim um carreirista completo, mesmo não sabendo usar tão bem assim as facas, também pratico um pouco. Pretendo usá-las na arena, e será de extrema importância para mim...

    - Sua pontaria teve avanços, Gold - diz o treinador de arcos, Fletcher. - Tenho certeza de que se for rápido, conseguirá ter resultados na cornucópia!

    - Obrigado - respondo.

    - Está preocupado com algo? - pergunta ele.

    - Na verdade, sim. - Digo. - A colheita será em poucas semanas, e eu gostaria de treinar melhor em casa... Será que eu poderia levar alguns alvos, um machado... Ou até mesmo um arco para casa? - pergunto.

    Ele parece espantado com o pedido.

    - Não! Não posso permitir que leve armas para casa, Gold. Sabe bem que se os pacificadores pegarem você usando-as, não só a sua cabeça, mas também a minha corre riscos!

    - Sim. Você está certo, que ideia idiota a minha! - sorrio.

    - Ótimo. Agora, continue treinando - diz ele devolvendo o sorriso.

    Quando termino o treino, vejo todos meus professores reunidos em uma conversa que parece ser bastante produtiva. O treinador de lutas corpo a corpo, o de machados de arremesso e o de arco. Três treinadores conversando. Meus três técnicos. Mas... O que seria?

    - Bem... - digo chegando mais perto. - Chegou minha hora, tenho que ir...

    - Bom, Gold. Com certeza você, inteligente como é, sabe que nós nos orgulhamos da pessoa que você se tornou - diz Diggle, o treinador de machados. - E como seus jogos estão chegando...

    - E a parte onde você mora do Distrito anda bastante... Medonha... - Continua Fletcher.

    - Resolvemos te dar um presente! - termina Diggle. - Pegue. - Diz ele me entregando uma caixa retangular de madeira. Quando peguei, ela não parecia ser tão pesada, mas já podia imaginar o que havia ali. Algum relógio de parede... Fletcher ama relógio de parede.

    Abro a caixa e me surpreende ao ver o que há dentro dela.

    - V-vocês... - Digo com lágrimas nos olhos.

    - Se não gostou, sinto muito... - Começa Frederico, o treinador de combates corpo a corpo. - A culpa foi deles! Eu daria um soco inglês maneiro... Mas sei que você gosta de coisas a longa distância, então...

    - É lindo! - digo. - M-mas, vocês estão se arriscando muito me dando isso! - insisto.

    - Isso não importa, Gold. Você merece.

    Dentro da caixa de madeira havia apenas um machado de arremesso. Ele era todo negro, com sua lamina prateada e afiada, cheio de curvaturas, diferente dos machados que usamos aqui. Haviam pequenos furos na parte de trás, dando mais leveza e focando a maior parte do peso em sua lamina, para que ela sempre consiga ao máximo acertar seu alvo. A parte do cabo era revestida por couro. Não sei dizer qual o tipo, mas o machado se encaixava perfeitamente em minhas mãos.

    - Ele é sensacional. - digo.

    - Nós três fizemos. Pensando em você, Gold. Fletcher focou no aro e na curvatura na parte de trás, Fred focou no peso e na consistência do machado, e eu... - Ele esboça um sorriso. - Eu foquei na lamina. Ele é único e você jamais vai encontrar um igual a este.

    - Obrigado - agradeço e sorrio. - Abraço em conjunto? - digo.

    - Isso não pegaria muito bem se outras pessoas vissem - afirma Fred abrindo os braços para o abraço.

    - Bem, agora dê um nome ao machado! - diz Diggle.

    - Apocalipse - Digo com um sorriso de canto.

    ...

    Volto para casa. Ao passar pela casa do prefeito, vejo Pearl na janela. Ela estava trocando de roupas. Ela olha para mim e nossos olhos se encontram. Ainda bem que estava escuro e ela não podia ver a cor da minha cara, mais vermelha que uma pimenta. Já Pearl solta um pequeno grito e corre para longe.

    Volto para casa rindo feito um bobo. Mas meu sorriso desaparece. Meu dia estava bom demais para ser verdade. Novamente aqueles três mascarados estão a minha espera na porta de casa.
    Meu machado está na bolsa, dentro da caixa. Com certeza notarão caso eu tente pegá-lo.

    - O que querem aqui? - pergunto rangendo os dentes.

    - Viemos ver como está sua amada mãe e irmãs - sorri o mais alto.

    Tiro a mochila das costas e meus dedos tremem ao redor do zíper.

    - O que quer que tenha aí, é melhor não abrir - diz o menor. - Essa é a última chamada, Gold. Da próxima vez, uma das três pessoas que estão lá dentro... Bem... Vão cair.

    - Não vou me juntar a um bando de merda como vocês.

    - A escolha é sua. Nós avisamos, Gold Baertoni - diz o terceiro, dando as costas e entrando no carro.

    Com os olhos rápidos avisto minha mãe na janela. Apenas sua cabeça e olhos esbugalhados olhando tudo ao redor. Nossos olhos se encontram e pela primeira vez, ela me vê numa situação onde nunca me encontrei. Ela viu em meus olhos que eu realmente não sabia o que fazer.

    Os três saem e corro para dentro de casa.

    - Gold - meu filho. Diz ela chorando e passando suas mãos pelos meus cabelos.

    Mais nem uma palavra, apenas ficamos ali, chorando juntos com os braços envolvidos um no outro. Ela não sabia o que fazer, e eu estava em xeque. Mas agora eu tinha uma nova peça no meu tabuleiro, e seu nome é Apocalipse.




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Gold Baertoni

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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Ter Fev 18, 2014 6:43 pm




GOLD BAERTONI


    - Parte 4 -

    Pego o jornal e começo a folheá-lo. Nada de interessante na capa do Jornal. Somente notícia sobre joias, riquezas e toda essa baboseira. Olho a segunda, terceira, quarta... até a décima é sobre economia do distrito. Que saco.

    Oh! Sobre os futuros carreiristas desse ano. Havia apenas uma garota com 18 anos e que era carreirista. Depois de tanta procura, finalmente encontramos alguém! Não acredito! Isso é... Incrível! Preciso conhecê-la.

    - Cristal Borton - digo para mim mesmo. - O nome me é familiar... Mas não sei a onde ouvi...

    - Gold? - diz Pris vindo em minha direção.

    - Ah, oi minha mocinha linda dos cachos dourados! - sorrio e a abraço. - Como você está?

    - Bem... - diz ela com um ar preocupado.

    - Que está acontecendo? - pergunto colocando-a no meu colo. Ela tem só sete anos.

    - Não quero que você vá para a arena - diz ela. - Tenho medo de te perder, Gold.

    Droga, por que diabos você está fazendo isso comigo? Penso. Meus olhos começam a se encher de lágrimas.

    - Por favor... - ela insiste.

    - Minha pequena - digo. - Quer ir ao treino comigo hoje? - pergunto, desviando do assunto.

    - Tem tiro ao alvo? - pergunta ela se animando.

    - Tem. Você pode me ver atirar machados e aí se for boazinha eu deixo você atirar também.

    - Não sei porquê você gosta tanto de machados! Eu acho facas tão mais bonitas.

    - Não me dou muito bem com facas... - digo. - Então, vá trocar de roupa, já está na hora!

    Após uma hora de caminhada, chegamos ao centro de treinamento. Pris não largava minhas mãos de jeito nenhum e o treinador Fletcher caminha em nossa direção sorrindo para Pris.

    - Uau! Que surpresa tê-la aqui! - diz ele sorrindo, depois pega ela em seus braços e fica balançando de um lado para o outro. Ela adora.

    - Flet, podemos conversar? - pergunto e ele acena com a cabeça. Conto a ele que descobri sobre a nova carreirista e ele também já estava sabendo. Ele me disse que ela passaria lá no período da tarde.

    - Ela parece ser boa em quase tudo que faz. Rápida, Precisa, Astuta... Será uma boa dupla para você dentro da arena, Gold. Aliás, ela usa facas como arma. Ela é muito boa com elas.

    Depois de muito conversar, recebo informações valiosas sobre a futura carreirista. Sabia que lembrava dela de algum lugar... Agora tinha certeza. Ela abandonou o treinamento por dois anos e retomou fazia um. Havia entrado em depressão... Nos meus 14 anos, ela era excelente, de fato. Muito boa e sacava certas coisas muito rápido.

    - Pris? - pergunto, mas não a encontro. Para onde ela tinha ido? Mas que merda. - Pris!? - grito correndo para várias salas de treinamento. E lá estava ela. Atirando facas em um alvo. Três metros de distancia. Parecia ser ótima. Minha garotinha de fato tinha um excelente dom para usar facas.

    - Ela é boa - diz a garota do meu lado. - Além de ser ambidestra, como o irmão. - olho para ela e vejo seu sorriso com o canto da boca. Um sorriso esperto e astuto.

    Pele branca, cabelos loiros, não era tão pequena... Observo rapidamente e vejo que ela tinha uma faca embainhada na perna direita. usava um traje como o meu, todo preto, com alguns detalhes em dourado.

    - Cristal... - digo e ela me devolve um sorriso.





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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Ter Fev 18, 2014 7:29 pm



Cristal Borton


    - Cristal - diz Gold e eu retribuo um sorriso.

    - Para de me olhar assim, parece até que está vendo um fantasma! - digo dando-lhe um tapa no braço.

    - Desculpe, eu pensei que nós não...

    - Teriam carreiristas esse ano? - completo. - Sim, infelizmente terei que te matar caso sobre nós dois, Gold. - Termino de falar e vejo ele exibir o primeiro sorriso.

    - Vai sonhando.

    - Sua irmã é de fato muito boa, porque não a coloca para iniciar o treinamento carreirista? Daqui uns 11 anos podemos ter uma nova vitoriosa!

    -Jamais! - diz ele. - Meu intuito não é, nem nunca vai ser ver alguém da minha família nos jogos.

    - E será que seria o intuito deles? - pergunta ela. - Que egoísmo, Gold!

    - Não é egoísmo... eu só... Ah, deixa pra lá. Precisamos conversar. - diz ele e digo que sim com a cabeça. - Flet, pode cuidar da minha pequena? - pergunta Gold ao treinador.

    - Claro, seria uma honra - diz ele sorrindo.

    ...

    - Então... - começo e ele ja me interrompe.

    - Ouça, soube dos ataques ao bairro pobre do distrito? - pergunta ele.

    - Direto ao ponto, Gold. Assim que eu gosto... Soube sim, mas apenas da quantidade de mortos. Os covardes que matam, nada sei.

    - Eu conheci. São três. - diz ele com certeza. - Quero acabar com eles, mas não conseguirei sozinho...

    Eu o interrompo com outro tapa no braço.

    - Gold! Você está ficando louco? Somos os próximos tributos dessa edição. Não podemos simplesmente sair matando... Não no distrito!

    - Da pra parar de me dar esses tapas!? - ele respira fundo e continua. - Por favor, Cristal, eles ameaçaram atacar minha casa, eu moro no bairro pobre. Se algo acontecer a Pris ou Prior... Ficarei louco!

    Olho mais uma vez para a sala de facas. Pude jurar que vi Fletcher olhando para nós, mas ele disfarçou e voltou a brincar com Pris. A garotinha me lembrava muito a mim, apesar de que com certeza conseguiria ser melhor, com um irmão como Gold... Ela sorria enquanto o treinador lançava ela para cima e a pegava no ar. Um sorriso puro, inocente...

    - Então... Qual o plano, Tático Carreirista? - pergunto e pela segunda vez, consigo seu sorriso.



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Pearl Martini

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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Dom Fev 23, 2014 1:47 am


Pearl Martini
Acordo bem cedo, como todas as manhãs, e começo a me preparar para mais um dia. Tomo banho, me penteio, troco de roupa, passo uma maquiagem bem leve e desço para o café da manhã. Pensei muito durante à noite e decidi que hoje vou conversar com Gold. Ele é um pouco reservado, mas eu preciso ver se ele está bem. As notícias não estão me deixando muito confortável. Tenho medo de que ele possa se ferir...

Papai e mamãe me recebem com um largo sorriso no rosto. Parece que começaram o dia bem.

- Bom dia, papai. Bom dia, mamãe. - os cumprimento, dando beijos na bochecha dos dois.

- Bom dia, querida. - responde meu pai - Estive lendo as notícias e vi teremos uma voluntária este ano. Ficou sabendo disso?

Meu sorriso não demorou muito a aparecer. Que alívio! Eu estava tão assustada. Garotas como eu, não-voluntárias, nunca têm chances contra o resto dos tributos, mesmo que o nosso distrito normalmente é favorito e sempre nos ajudam.

- Verdade, papai? Tomara que ela faça uma boa performance e traga honra para o nosso distrito.

- Mas eu ainda torço para o Gold. - comenta minha mãe, soltando uma risadinha.

Gold. Só de ouvir o nome dele minhas pernas fraquejam. Será que terei coragem de falar com ele, hoje? O que eu faço? O que eu falo? Será que ele me achará uma idiota? Me levanto rapidamente da mesa e saio.

- Querida? - minha mãe me interrompe.

- Oh! Desculpe, mamãe, eu acabei de lembrar que tenho alguns assuntos a tratar antes da aula. Com licença.

[continua]
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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Dom Fev 23, 2014 9:05 pm


Pearl Martini
Entro na escola e vou andando pelo corredor. Todos me olham e eu os cumprimento com um sorriso. Tenho um certo dever de ser simpática com a população, já que sou a filha do prefeito, mas a verdade é que sou muito tímida e se pudesse me esconderia para que ninguém notasse minha presença.

Já estou perto da sala da minha primeira aula quando vejo Gold, encostado na parede. Meu rosto cora e minhas pernas começam a fraquejar. Quando estou quase desistindo de ir finalmente conversar com ele, algo aparece para tirar completamente as minhas forças: Cristal, a voluntária deste ano e companheira de arena de Gold. Ela se aproxima dele e dá um soco no ombro do moço. Que atitude rude! Ele se vira para ela e eles começam a conversar. A expressão dele mudou tão rápido! Ele estava tão sério e agora estava com um sorriso de orelha a orelha.

Mil e uma coisas passam por minha cabeça e devo admitir que não são nada favoráveis aos meus sentimentos. Desvio o meu caminho principal e vou para o banheiro, onde me tranco e choro a manhã inteira.
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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Seg Fev 24, 2014 2:58 am


Cristal Borton


    Nessa manhã vou a escola de Gold. Não frequento mais escolas. Depois que tive aquele certo "probleminha", passei a ter aulas particulares. Portanto, terminei a escola aos 16 anos.

    Chego a sua sala e comprimento sua professora com a cabeça. Ela permitiu minha entrada, afinal, serei a próxima carreirista do distrito. Tenho muitos privilégios!

    Gold esta jogado no canto da sala. Parece entediado e algo precisa ser feito! Dou então um soco no braço dele.

    - Ei, otário! - digo sorrindo. - Parece cansado, o que houve?

    - Passei a noite toda procurando aqueles assassinos...

    - E então?

    - Nada - diz ele com desconforto. - Aqueles idiotas estão por aí e eu vou encontrá-los!

    - Vamos para o treinamento logo. Já deu o horário do fim da aula, não deu? - pergunto.

    - Já... Vamos. - Ele se levanta e cumprimenta uma garota com a cabeça. Ela estava o tempo todo olhando para nós, só espero que não tenha escutado algo, seria melhor assim. Ela era bonita, muito bonita... E seu rosto não me era estranho.

    Gold para e fica olhando para ela, resolvo novamente dar um soco no seu braço e ele volta para a realidade. Olha para mim e sorri. Seu sorriso branco e largo. Gold era alto e tinha um excelente porte. Além é claro de ser um ótimo homem de casa.

    Mas que porra estou pensando? Minha missão aqui é apenas ajudá-lo a se livrar daqueles caras e ser ajudá-lo a ser o mais novo vitorioso. Ele merecia isso. Eu não. Mas eu posso ser muito mais do que ele imagina merecer.


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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Ter Fev 25, 2014 5:12 am


Gold Baertoni


    Tédio total. Até Cristal aparecer. Conversamos durante um tempo... vejo Pearl, sorrio para ela. Mas ao ver Cristal ela sai chorando. Que estranho... deveria estar feliz por termos alguém digno de participar esse ano...

    Corremos até o centro de treinamento e lá estavam mais dois carreiristas de 18 anos. Castilho e Marco. Eles me encaram durante um tempo.

    Castilho era pequeno e muito rápido, mas não pensava para fazer as coisas e isso acabou implicando significativamente em sua eliminação, afinal, sou mil vezes mais esperto e inteligente.
    Marco por outro lado é forte e bem entroncado. Também não é lá uma fonte de inteligência. Ambos estava, com Frederico, meu treinador de corpo a corpo.

    - Que honra ver o próximo voluntário desse ano - diz Castilho. - Quer que eu abaixe e beije seus pés também?

    Quando fui responder, Cristal me segurou pelo braço e me impediu. Já estava pronto para descascar aquele merda com simples palavras.

    - O que vocês estão fazendo aqui? - digo.

    - Soubemos do matadouro que está havendo na parte pobre da cidade - diz Marco. - E bem... Não sabemos o quão forte psicologicamente você está para encarar a arena, visto que sua família corre sérios riscos aqui.

    - Viemos falar da minha família ou da arena? - Digo com uma voz calma e singela. - Ouçam, vim aqui para treinar, não conversar, então se me dão licença...

    Começo a andar e Marco me segura pelo braço.

    - Novo teste, Tático Carreirista. - Diz ele. - Se quer tanto ir para a arena, tem que provar que tem tais condições.

    - Isso é permitido? - pergunto para Fred.

    - Bem... Tecnicamente, sim. Se notarmos que o carreirista não tem condições de ir para a arena e trazer o triunfo para o distrito, novos torneios podem acontecer.

    - Mas eu estou em ótimas condições! - digo em forma de protesto.

    - Com essas olheiras? Nem que eu desse um soco no olho da gostosinha aí ela ficaria com ele tão roxo quanto você está.

    - DO QUE VOCÊ A CHAMOU? - cerro os punhos e começo a caminhar em sua direção.

    Marco me para novamente.

    - Vença e vamos embora.

    - Apenas digam. O que eu preciso fazer?

    +++

    A regra era clara. Seremos lançados no tatame de larguras 10x10 metros. Quem sair está fora da próxima fase.
    Proxima fase. Seremos lançados no sistema de hologramas, o vencedor passa para a etapa final.
    Etapa Final. Vença seu sensei.

    Simples. Fácil. Rápido. Só que não.

    Cristal me da água para beber quando termino de me aquecer para entrar no tatame.

    - Você vai para a arena comigo, não vai?

    - Quer saber o desejo do meu coração? - pergunto. - É que na verdade fiquemos os dois aqui... - começo a dizer, dessa vez, com o coração.

    Ela me para com um breve beijo e sorri. Depois acaba com o clima dando mais um soco no meu braço.

    - Vença logo e prove que não está delirando. Até eu começo a achar que sim - diz ela e eu caminho sorrindo para o tatame.

    - A regra é clara! - Diz Frederico. - Valem socos, chutes e o que quiser fazer, exceto acertar genitais e a face com os braços. Que comecem a luta!

    Como eu previa. Marco e o bostinha do Castilho vem juntos para cima de mim. O grandão fica me analisando de fundo enquanto Castilho usa sua agilidade para desviar de meus ataques. Um. Dois. Três. O garoto é bom. Rapido demais. Infelizmente não tem cabeça e não notou que dei pequenos passos para trás para que ele possa desviar, propositalmente.

    Chego a beirada do tatame e Castilho acerta dois chutes na minha perna. Fico com uma das pernas ajoelhadas, como quem estivesse pronto para perder. O ego dele começa a se inflar e quando corre em minha direção já vem cantando vitória.

    - FInalmente, finalmente, finalmen... - Seguro sua perna com as duas mãos e acerto dois socos rapidamente em seu peito. O garoto cai para trás, atordoado. Jogo um golpe chamado Cem Kilos em seu corpo. O golpe vem de uma arte chamada Jiu-Jítsu. Imobilizo ele por um tempo e então dou um Airlock. Começo a pressionar seu braço contra o meu e a levantar seu corpo, então ouço ele batendo no tatame. Uma. Duas. Três. Fim da luta e eu venço a primeira delas.

    [continua~]




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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Sex Fev 28, 2014 8:26 pm


Gold Baertoni


    - Que a segunda etapa comece! - afirma Fred.

    Pego apocalipse e mais dois machados de arremesso. Deixo a katana embainhada na minha cintura e a luta começa. Marco pega um arco e uma aljava lotada de flechas. Em sua cintura um cinto com 8 facas.

    Nova hologramas aparecem em nossa frente. Quem matar mais hologramas vence. E com certeza Marco tem muita vantagem.

    O primeiro vem para cima dele e rapidamente ele atira. Uma. Duas. Três flechas e o holograma se desfaz em mil pedaços. Ele rapidamente atira três facas e o segundo também se desfaz. Atiro um machado comum em um dos hologramas que saltam para cima de mim e acerto diretamente sua cabeça. Sinto que algo está vindo em minha direção. Tiro a katana da bainha e rasgo o segundo holograma. Assim se segue até sobrar apenas um.

    Eu e Marco. Empatados em 4x4. Ele com uma flecha e duas facas e eu apenas com apocalipse e a katana. O holograma a nossa frente usava duas adagas. Estranho... Nunca havia visto um holograma com duas armas. Então ele vem em nossa direção. Marco atira uma de suas facas e acerta a perna do holograma. Eu parto com um ataque com a Katana, mas o holograma é mais rápido. Acerta minha mão com uma das adagas e me faz soltar a katana. Que merda!!!

    Marco prepara sua última flecha. Eu pego apocalipse. O holograma está de lado para Marco e eu também. O holograma vem para cima de mim. Marco atira a flecha. Chuto o estomago do holograma. Atiro apocalipse. O holograma se desfaz em mil pedaços.

    Fred, junto com Diggle e Fletcher começam a bater palmas para mim do lado de fora. Eu havia vencido mais uma.

    +++

    - Bom, você provou que está pronto, Gold. Estou orgulhoso de você! - diz Fred.

    - Isso quer dizer que ...

    - QUe não lutaremos. Não há necessidade de eu apanhar, não é mesmo? - sorri Fred. - Óbvio que estou brincando. Você não tem metade da minha força. - Sorri ele.

    Castilho sai irritado do centro de treinamento apontando o dedo para mim. Marco faz um sinal de sim com a cabeça e também se retira. Cristal da um soco em meu braço.

    - Mas que... Você tem que parar com essa mania! - digo.

    - Sempre que alguém te acertar no braço, você vai lembrar de mim, Gold. - Sorri ela. - Agora tenho que ir. Estava mesmo torcendo para você vencer. Aqueles caras não teriam chance comigo se chegassem a final.

    Como sempre, ela me faz rir.

    - Nossa! Está tarde. Estou com fome... Vamos comer?

    - Tá me chamando pra sair, Gold? - pergunta ela.

    - N-não... Eu... Ah! Que saco. Sim. Vamos comer?

    - Vamos. - Sorri ela dando mais um soco no meu braço. - Só para você não esquecer.





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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Qui Mar 20, 2014 2:37 pm

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    Cristal me distraiu o dia todo, com certeza ela é uma ótima companhia. Fomos comer em um restaurante depois daquele maldito treino, Pris estava comigo e tudo parecia mais do que bem. Infelizmente na minha vida nem tudo acaba bem. Estava levando Pris para casa, já estava de noite e o cuidado seria em dobro, comigo e com ela.

    A loira linda estava me acompanhando até minha casa para levarmos Pris. Preferi não beijá-la porque não queria que Pris ficasse vendo esse tipo de coisa, ela ainda é muito pequena e muito inocente para isso. Quando dobro o quarteirão sinto um vento gelado bater em meu rosto. Uma briza diferente, como se alguma coisa fosse dar errado.

    Não podia ser! Aqueles três novamente. Diante dos meus olhos, pior, dos olhos de Pris. Os três mascarados pareciam estar a nossa espera, como de praxe. Mas que raiva, não posso ter um dia em paz com minha namorada e irmã que esses otários já querem estragar tudo! Puta que pariu.

    Minha capacidade de raciocínio fora muito rápida. Olhando para os mascarados já notei que um deles segurava uma faca na mão e tinha mais duas presas a perna. O segundo, alto, não tinha nada em mãos, estava apenas com o braço cruzado atrás dos outros dois. O terceiro, mais baixinho, tinha um arco composto em mãos e uma aljava cheia de flechas na cintura. Mas que diabos...

    Pris logo se encolheu em mim e começou a chorar. Cristal e eu trocamos olhares. Eu sabia bem o que ela estava querendo dizer. "A hora é agora!".

    Mas antes eu precisava tirar Pris daqui, não queria que ela visse sangue... Que droga... Comecei a dar passos lentos para sairmos da vista deles e vi uma flecha passar diante dos meus olhos.

    - Não, não, não... - disse o arqueiro. - Volte aqui Gold. Traga sua namoradinha e sua irmãzinha também.

    - Jamais - sussurrei. - Cristal, agora! - Larguei Pris ali com Cristal e corri em direção ao arqueiro usando minha mochila como escudo. Dou uma rapida olhada para trás e as meninas já desapareceram de minha vista. Abro rapidamente o zíper, me defendendo de mais uma flechada e tiro apocalipse dali de dentro. Agora eu tinha um machado e a mochila como escudo.

    - Vejo que acabaram suas flechas - sorrio. - Você é péssimo de mira. - Digo para o bandido e ele se sente ofendido.

    - Vá se foder! Eu posso muito bem acabar com você com minhas próprias mãos! - diz ele vindo em minha direção. Péssima ideia. Pego meu machado e acerto seu peito com tanta força que o choque entre o machado e seu peito o fez cair de costas.

    Não havia percebido, mas os outros dois vieram em minha direção tão depressa que deixei falhar. O grandão deu um soco na minha cara e o mascarado com as facas apontou uma faca em meu pescoço.

    - Está ficando louco? - perguntou ele forçando ainda mais a faca sobre minha jugular. - Vai pagar por isso, Baertoni. - diz ele. - Três, dê uma boa surra nele. - Pouco depois do assassino chamar o Três, eu apago.

    ...

    Acordo e vejo Pris e Cristal de joelhos na minha frente. Estamos em um saguão vazio e que cheirava a mofo. Três mascarados estão de pé diante das garotas, um deles segurava Apocalipse.

    - Vocês... - falei. - Eram quatro?

    - O tático carreirista falhou - sorriu o Quatro. Sua máscara era inteira dourada. - Você matou um de nós, Ouro. Infelizmente não foi suficiente. Sei que você é o próximo voluntario para a arena e não queremos matá-lo, mas se precisarmos, faremos. Portanto estamos te dando uma escolha - diz o GoldFace.

    - Uma escolha? - pergunto. Vejo Pris e Cristal olhando para mim com lagrimas nos olhos.

    - Levante ele, Três. E segure-o para que ele não saia. - Ele falou e Três o fez.

    Agora estava o GoldFace na frente das duas garotas ajoelhadas, com Apocalipse em mãos. E eu atrás das duas garotas e com os braços presos por uma corda, sendo segurado pelo Três.

    - A escolha é simples. Uma delas vive, uma delas morre. Você escolhe qual delas deverá viver, Gold - sorriu GoldFace.

    - Não... Por favor... - falei em lagrimas. - Mate a mim, acabe comigo. Mas... Por favor...

    - Contarei até três. Se você não escolher eu mato as duas.

    - Pare! Por favor! Não...

    - Um... - começou ele.

    Olho para Pris e Cristal. Pris está com os olhos fechados soluçando e em lagrimas. Cristal está olhando para frente, em direção ao GoldFace.

    - Dois... - ele começa a levantar apocalipse e mais um machado para acertar as duas caso eu não faça minha escolha.

    Cristal olha para mim. Seu olhar em lagrimas. Eu sabia o que ela queria dizer... Ela... Ela...

    - TRÊS! - gritou ele e eu saltei para proteger Pris.

    Apenas ouço o contato de Apocalipse com a cabeça de Cristal. Fecho os olhos e começo a chorar sem parar. Cristal...

    - Bela escolha. Baertoni. Família é sempre bom para nós - sorri GoldFace. - A saída é depois do corredor a direita. Você arrancou a vida de um de nós, apenas fiz "justiça". Essa noite ninguém morrerá no bairro, como uma forma de luto pela última carreirista do distrito. - Termina ele e os outros saem da sala também, me deixando apenas com Pris e Cristal morta ao meu lado. Morta pelo meu próprio machado,... Apocalipse.

    Eu a matei. Eu. Eu fiz a escolha. A culpa é minha. Infelizmente não posso contra todos eles... Não sozinho. Derrubo uma última lágrima.






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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Ter Abr 01, 2014 6:02 pm

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Prior Baertoni


    - Gold - bato na porta e tudo que recebo é o silêncio. - Gold, venha, o almoço está pronto. - Mais uma vez silêncio.

    Desço as escadas e vou para cozinha. Pris está comendo com mamãe. Os olhos da minha irmãzinha nunca mais foi o mesmo. Seu olhar que antes era brilhante e encorajador agora era de medo e dependência. Não podemos julgá-la. A culpa não foi dela, nem de Gold, nem de... Cristal.

    Gostava tanto dela. Ela de fato animava Gold, os dias dele eram muito melhores depois que ele a encontrava. Pena que agora está morta. Olho para mamãe, ela faz que sim com a cabeça e eu digo:

    - Sinto muito. Ele nem sequer me respondeu.

    - Já fazem quatro dias que ele não come, Prior - responde ela. - Precisamos trazer nosso garoto de volta.

    - Sim, mãe - disse a ela. Cansei de ser boazinha com Gold. Ele já me estressou.

    Subo as escadas novamente e começo a chutá-la.

    - Porra, Gold Baertoni, se você não sair daí agora eu vou começar a fazer a ronda no bairro a noite, SOZINHA.

    Um. Dois. Três segundos e a porta fora destrancada.

    - O que foi? - perguntou ele se jogando na cama novamente.

    - Como assim o que foi, Gold? Eu também gostava dela... - disse me acalmando. Vejo os olhos dele inchados de tantas lágrimas derramadas. - Mas... As pessoas estão morrendo, Gold. Você é a pessoa mais incrível que Deus pôde ter colocado em nossas vidas. Meu irmão, meu amigo, meu espelho. - Digo com lágrimas nos olhos. - Por favor, me devolva aquele Gold. Por favor...

    Ele se aproxima e se ajoelha na minha frente.

    - Não pude evitar. Não pude fazer nada a respeito. Não mereço representar o distrito nos próximos jogos.

    - Não merece? Você é o cara mais merecedor que já conheci! Papai me disse algo uma vez. Disse para mim, para que um dia eu pudesse dizer a você.

    - Papai? O que ele disse, Prior? - perguntou surpreso.

    - Disse que sem a experiência da vida com mortes, jamais seremos capazes de sermos vitoriosos na arena. - Vejo seus olhos se esbugalharem e os pelos do seu braço se eriçar. - Papai também disse que aquele que não cumpre com honra e justiça seus deveres, jamais será merecedor. Aquele que não convive com o temor da perda jamais saberá causar uma.

    - Ele... Ele disse tudo isso para você!? - perguntou.

    - Sim. Também deixou uma pequena carta. Gold, eu vi papai morrer. Em meus braços. Ele me disse tudo isso e só por causa disso eu sei que sou mais forte que você e Pris. Está na hora de você também ser forte, por todos nós. Pelo distrito 1. Pelos pobres. Por todos! Aqui está a carta - digo entregando a ele.

    Gold me puxa para perto e podemos lê-la juntos.

    "Grande não é aquele que cresce e tem tudo, Grande é aquele que apesar de todas dificuldades sabe fazer as escolhas certas perante a uma situação.

    Forte não é o bruto com força extrema, Forte é aquele que luta pelo que quer e mesmo caindo se levanta.

    Inteligente não é aquele que consegue se livrar de uma situação ou tem maior capacidade de memorizar coisas, Inteligente é aquele que mesmo no fundo do poço pensa em uma saída.

    Seja o que quiser, meu filho, mas seja você. Cuide de sua família. Honre nosso nome. Lute pela justiça e seja esse

    Ouro todo em que eu tive o grande orgulho de poder minerar.

    Você é mais do que eu podia esperar e se você recebeu essa carta, é porque eu tenho a certeza de que você seguirá em frente independente de quaisquer coisas.

    Quando estiver na arena apenas lembre-se de uma única coisa. Lembre-se de quem você é. Lembre-se de mim. Lembre-se que independente de todas essas dificuldades nós estaremos ao seu lado.


    Te amo, Papai."

    Quando Gold termina de ler, ele me olha no fundo dos olhos e sorri. Pela primeira vez em dias posso ver a esperança de meu pai renascer fundo dentro dele.

    - Venha, precisamos almoçar - digo a ele estendendo minhas mãos e ele a segura com força.


    Photoplayer: Brighton Sharbino

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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Sex Abr 04, 2014 3:45 am

Gold Baertoni


    Vejo novamente aquela cena em minha cabeça. Algo começa a me perseguir. Uma sobra atrás de mim atrás de tudo o que eu tenho, atrás de tudo o que eu sou. Apocalipse estava em minhas mãos. Olho firmemente para ela e a disparo contra um alvo. Não fora certeiro. Minha mira está piorando e eu não fazia ideia de o por quê. Na verdade. Tudo começa a fazer sentido quando se começa a pensar como gente grande. Minha mira fora piorada porque tudo que eu tinha estava nela. Cristal morreu e minha precisão fora com ela.

    A sombra puxa meus pés e tenta me segurar. Sou mais forte. Uso apocalipse para rasgar a sombra que me prendia. Olho para apocalipse novamente e vejo sangue nela. Mas de quem era o sangue? Uma viagem irreal corre ao meu redor. Vejo Cristal sendo assassinada novamente, e novamente, e novamente. Até que tudo não passa de mais uma morte. Cristal morreu.

    Abro os olhos. Estava sonhando. Solto um suspiro e levanto. Apocalipse estava em minhas mãos, mas como ela... Deixo apocalipse em minha cama e corro para o sótão de meu pai. Era duas e meia da manhã. Tomo cuidado para não acordar ninguém em casa. Abro as portas do sótão e pego dois gladios que havia lá dentro.

    Meu pai já fora um carreirista, infelizmente naquela época ele não pôde se voluntariar, pois minha mãe ficou grávida de mim. Meu pai abandonou todo seu plano de ser carreirista e vieram juntos morar no bairro pobre do distrito. E saber que ele fez isso por mim e agora sou eu quem está prestes a ser jogado lá dentro.

    Fico brincando com seu gládio, misturando alguns movimentos corpo a corpo com a boa perícia com o Gladio. Realmente sou bom nisso, e é algo a curta distância. Nada mal.

    Decido sair para observar o bairro. Levo os dois gládios na costa, em formato de X, com uma espécie de colete que meu pai tinha. No caminho vou pensando. Aquele baixinho otário do Castillo tem andado sumido ultimamente. Só vejo o Marco e ele mal olha na minha cara. Frederico também anda desaparecido. Lembro-me da morte de Cristal. Haviam três. Um baixinho, um grandalhão, um outro otário e o chefe, Goldface...

    Eu não queria acreditar, mas agora tudo fazia sentido novamente. Aquele teste para minha aptidão como carreirista não era um teste. Eles estavam conhecendo melhor minhas habilidades. Castillo era o mascarado pequeno. Ele sempre foi péssimo em mira e me xingou igualmente o outro menor me xingava. Marco é o bruto que me socou varias vezes sem dizer uma palavra. O terceiro otário eu não fazia a menor ideia de quem era e o Goldface... Fred? Não. Não era possível.

    Levo as mãos a cabeça e começo a refletir. Se eram mesmo eles, eu descobriria essa noite. Uma hora depois estou na parte mais rica do distrito. Aqui mora Marco. Sua casa é uma mansão enorme. Entrar aí sem ser percebido iria requerer uma certa furtividade de minha parte. Escalei com dificuldade a parede de sua casa e consegui chegar a uma sacada. Estou todo vestido de preto com dois gládios nas costas, com certeza os pacificadores me matariam se me vissem.

    A porta não estava trancada e havia uma pessoa dormindo no quarto. Tranco sua porta de saída e fico de pé diante da pessoa que dormia.

    - Psiu. - digo e Marco leva um pulo da cama.

    - Mas que diabos é você!? - pergunta ele incrédulo.

    - Se eu fosse o diabo com certeza já teria te levado a muito tempo, Marco. Ou devo te chamar de mascarado?

    - Gold? - pergunta ele e eu ascendo a luz. - O que você está fazendo aqui cara?

    Percebo na voz dele que ele está nervoso. Então para tentar fazê-lo ter um enfarto eu tiro os dois gládios das costas.

    - Quem é o Goldface e o terceiro mascarado? - pergunto. - Você tem apenas uma tentativa.

    Ele se coloca em modo de defesa e vai para o canto da cama.

    - Cara, eu não sei do que você... - Meu gládio para a poucos centímetros da sua jugular e ele diz. - Konan é o terceiro, Goldface é Frederico! - diz ele com lágrimas nos olhos. - Eu fui obrigado, Gold. Eu realmente não queria, eu não queria Gold! Eles foram longe demais. Dizimaram toda população... Eu...

    - Cale a boca! - digo no ouvido dele. - Você não fala nada. Só responde. Quantas pessoas você matou? - pergunto.

    - Nenhuma. - responde ele. - Konan odeia pessoas. Frederico quer um local dizimado.

    Meu gládio encosta em sua coxa e eu fico passando ela devagar para frente e para trás, ameaçando cortá-la a qualquer momento.

    - Onde encontro Konan? - pergunto a ele.

    - Terceira casa do quarteirão. A casa branca com flores nas laterais da entrada. - diz ele. - Eu... Sinto muito - vejo ele olhando nos meus olhos. Seus olhos escuros se encontraram com os meus e eu não sei como deixei alguns detalhes escaparem antes. Posso ver em seus olhos que ele sente muito é porra nenhuma!

    Solto mais um suspiro. Lembro do que meu pai disse. Lembro das pessoas morrendo. Lembro de apocalipse sendo encaixada na cabeça de Cristal. Lembro de cada aula de luta de Frederico. Lembro da disputa contra Marco. Lembro dos rostos de Pris e Prior. Lembro de quem eu sou.

    ...

    Abro os olhos na manhã seguinte e pego o jornal. Na página principal há o anúncio de duas mortes de filhos de ricos do distrito 1.

    "Mortos essa madrugada, Pacificadores procuram o assassino de Konan Fushel e Marco Portt."

    Já foram dois, mas ainda falta um. Pego uma xícara de café e bebo. Esse sou eu. Lembro a mim mesmo.



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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Sex Abr 04, 2014 12:45 pm


Pearl Martini
O medo está tomando conta de mim. Além dos assassinados em massa acontecendo na população mais necessitada do Distrito, a Colheita se aproxima e a notícia que nossa última carreirista acabou sendo morta me acertou como um soco no estômago. Sei que é bem egoísta da minha parte, mas eu não queria sentir insegurança logo no meu último ano de Colheita. Tudo que eu peço para os céus é que meu nome não seja chamado...

Além dos assassinatos nos bairros mais humildes, os assassinos começaram a matar jovens ricos. Todos achavam que isso tudo era causado pelo grande preconceito do Distrito 1 para com os pobres, mas é algo diferente... Fico imaginando o que cada pessoa falecida tem de semelhante uma com a outra para receber um triste fim desses.

Meu pavor de sair de casa vem só aumentando. Tenho medo da minha própria sombra e sei que a maioria dos habitantes também está tão apavorada quanto eu. Papai já mandou aumentar a vigilância nas ruas e já informou o Presidente Snow de tudo o que está acontecendo. Espero que peguem esses monstros... Espero também que Gold esteja a salvo...
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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Seg Abr 07, 2014 5:22 pm

Gold Baertoni


    Última semana antes da colheita e meu único pensamento é em Frederico. Ele já sabe que perdeu os dois aliados, mas ainda não consegui ter a coragem de ir até ele e matá-lo. Não entra na minha cabeça que o meu treinador é o assassino de Cristal.

    Frederico me aceitou de braços abertos quando eu mais precisei. Ele brinca sempre com Pris quando a levo no treinamento comigo. Ajudou os outros treinadores e me deu Apocalipse. Me treinou por anos para me tornar forte, assim como sou hoje. Não faz sentido. Não faz sentido.

    Levanto e tomo um banho. Coloco o traje de luta e vou trotando até o treinamento. No meio do caminho, como de praxe passo de frente a casa do prefeito. Vejo Pearl chegando da escola em sua limousine. Mesmo sendo da parte mais rica, ela sempre recebe bem a todos, até mesmo aqueles que servem sua família sendo empregados e faxineiros. Isso é realmente muito bonito de sua parte. Troco um olhar com Pearl e ela parece aliviada por me ver. Não deixo de fazer uma careta e dar um sorriso de canto.

    - Olá - digo.

    - Ah, Gold... Oi. - Diz ela timidamente.

    Por que sempre que é comigo que ela conversa ela fica tão tímida? Nunca vi isso.

    - A colheita é daqui a uma semana - diz ela. - Está preparado para honrar o distrito?

    - Estou treinando a anos para isso - sorrio. - Ah, me desculpe Pearl, mas tenho que ir agora resolver o problema da morte de C... - Ops.. - O problema do morto do meu treinador. Ele tem estado muito ocupado para me treinar e hoje tem um tempinho para mim. Até mais.

    Dou as costas e saio trotando para o treinamento.

    Chegando lá vejo Frederico arrumando os socos ingleses e garras de tigres no stand.

    - Fred - digo.

    - Ah, Gold. Como vai?

    - Muito bem, e você?

    - Muito bem? - pergunta ele virando-se para mim. - O distrito acabou de perder quatro carreiristas e você ainda está bem? Sendo que um deles é UMA carreirista? O distrito está com vários assassinos. A pressão está toda em suas costas, Gold.

    - Conheço muito bem sobre assassinos, Frederico. - digo encarando-o. - Aliás, sobre os mortos, acho que eu posso ser o próximo. O que acha?

    - Dependeria de você. Acho que eles não matariam o último carreirista com 18 anos.

    - Mesmo este sendo pobre? - pergunto e a resposta dele é um sorriso malicioso.

    - Vamos treinar garoto, quero me certificar de que você está mesmo se empenhando para isso tudo.

    +++

    - Vamos Ouro, mais forte! Vai, vai, vai, vai! Soca, isso! Chuta! Seu tático molenga, jamais vai vencer assim, mais rápido! Chuta! Vai, isso, Baertoni! - dizia Frederico enquanto treinávamos.

    Ouro, Tático, Baertoni. Eram os sinais que eu procurava. Goldface me chamou de tudo isso quando matou Cristal em minha frente. Agora eu tinha a certeza, Fred e Goldface são um só.

    Paramos a luta e eu vou para o banho. Termino o banho e me troco. Quando estou saindo do vestiário lá estava ele com a máscara toda dourada e o traje da mesma cor.

    - Está cansado, Ouro? - pergunta Goldface.

    - Frederico. - Digo.

    Sem pensar em mais nada corro em sua direção e começamos a trocar socos e chutes. Ele estava com o soco inglês em mãos e cada soco em mim seria fatal. Me coloquei em posição de defesa. Eu tinha acabado de tomar banho e treinar. Estava muito cansado e sem nenhuma arma por perto. A saída estava atrás de Goldface. Não seria tão fácil assim escapar.

    Corro em direção a sala de armas. Pelo menos eu era mais rápido que ele. Quando cheguei lá peguei a primeira arma próxima a mim. Um arco. Ótimo, agora estou realmente fodido.

    Não sei disparar a porra de uma flecha, e mesmo que soubesse, não tenho flechas. Uso o arco para manter ele a uma certa distância de mim e dou pequenos passos para trás enquanto ele ataca. Tento me lembrar onde coloquei apocalipse e... Está na minha cama. Legal.

    Penso em uma saída rápido e tudo que vejo é uma espada próximo a mim. Ótimo! Jogo o arco mirando no corpo dele e ele desvia. Corro em direção a espada e acabo levando um chute na perna, o que me desequilibra e me derruba no chão.

    Fred tenta acertar socos e mais socos em mim, mas consigo tirar seu braço na hora da tentativa. Aplico um golpe que ele me ensinou uma vez e o derrubo no chão. Retiro a faca presa em sua cintura e coloco firmemente em seu pescoço.

    - Tem certeza que quer fazer isso, Ouro? - pergunta ele. - O que seria isso afinal, Justiça ou Vingança? - Sorri ele.

    Tiro sua máscara e olho Frederico nos olhos.

    - Me responda você, Fred. O que seria isso, justiça ou vingança?

    - Depende de como você olhar - responde ele. - Se me matar será por vingança a todos que morreram, Gold. Se encaixar essa faca em meu pescoço agora, terá muito a dizer para os pacificadores, afinal, você é o último carreirista. Coloque essa faca no meu pescoço e deixe outro tributo vencer os jogos desse ano enquanto sua família passa fome e você preso na Capital.

    As palavras de Fred vem como uma bomba no meu peito. Não consigo ver muitas saídas a não ser a única coisa em que eu realmente sou bom. Fazer justiça.

    - Te matar seria sim vingança, infelizmente sou uma pessoa sádica quando se trata de dores. Sorte a sua que sou péssimo em mentir, portanto, vou dizer a verdade a eles.

    - Se contar, ninguém vai acreditar em você. Sou persuasivo. Posso te acusar de ser o assassino de todos, um carreirista egoísta que sempre quis acabar com os pobres e ser o único do distrito a lutar pela vitória.

    - Você não vai contar nada a ninguém, Frederico Goldface. Suas últimas palavras? - pergunto.

    - Vou matar toda sua família com minhas próprias mãos, Gold Baertoni! - grita ele cuspindo em minha cara.

    - Boa sorte, Avox. - Digo e vejo seus olhos se esbugalhando quando termino a frase, levanto o punho esquerdo e acerto sua cabeça com força. Frederico fecha os olhos, desacordado.

    +++

    DOIS DIAS DEPOIS

    - Gold, infelizmente não conseguimos arrumar outro treinador de luta corpo a corpo para você - diz o prefeito.

    - Tudo bem, faltam apenas cinco dias para a colheita, já não faz diferença. Mas consiga outros para o grupo que fará 17 anos esse ano. - Digo.

    - Sim. Subirei o treinador do Sub-15 para o cargo caso não encontre nenhum outro. Temo que tenha sido complicado para você ter visto seu próprio treinador tentando te matar.

    - Sim. Achei justo ele não morrer prefeito, afinal, ele foi meu treinador. Espero que o trabalho dele como Avox seja bom - digo para o Prefeito.

    Vejo que o homem evita polêmicas, então ele realmente me ajudaria. O prefeito era muito mais carismático do que eu.

    - Oh, sim. Você não precisava tê-lo deixado cotoco do braço direito, não é mesmo, Gold? - pergunta ele com certa impaciência. - Mas deixe comigo, a Capital fará bom uso dele.

    - Obrigado, prefeito. - Digo saindo de seu escritório e caminhando em direção a casa.

    Olho para o céu e pude jurar que vi uma ave branca voando sobre o distrito. Muitas surpresas aguardariam para mim nesses jogos e eu não via a hora de poder começar! Que venha a colheita! Mas antes, ainda tenho mais dois dias de aula. Espero que todos estejam a meu favor.





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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Seg Abr 07, 2014 6:43 pm


Pearl Martini
Não vi Gold na escola, hoje. Será que ele está bem? Eu não gosto de não receber notícias dele, principalmente com tudo isso que está acontecendo em nosso distrito. Meu coração se aperta só de imaginar que Gold pode estar ferido ou sofrendo.

Depois da escola, Romann vai me buscar. Ele é tão meigo... Ele é um homem negro de quase dois metros de altura que é apaixonado por jardinagem. É bastante engraçado o jeito que ele fala das técnicas e o jeito que seus olhos brilham ao falar dos tipos de flores. Ele é o nosso motorista, dirige a limousine do papai. Eu poderia ir caminhando até em casa, mas papai insiste em pedir para Romann ir me buscar. Faz parte da minha rotina conversar com ele sobre os acontecimentos do dia e sobre a estória que eu estou lendo, mas hoje andamos a maioria do caminho calados.

- Por que tão calada, princesa?

- Não sei... - digo, soltando um breve suspiro e olhando para a janela - Eu achei o que eu procurava há anos, mas parece que nada dá certo para mim. Por que as coisas são tão complicadas, Romann?

Romann solta uma pequena risada. Não comentamos mais nada até chegarmos em casa. Ele para o carro na frente do portão e eu desço. Antes de entrar, vejo Gold vindo em minha direção. A visão dele faz minhas pernas tremerem e, antes que eu possa lutar contra, um sorriso bobo surge em meu rosto.

- Olá - ele diz, parando sua corrida e ficando frente a frente comigo.

- Ah, Gold... Oi. - digo, sem jeito. É incrível como fico sem saber o que fazer quando Gold está tão próximo, então a primeira coisa que surge em minha mente eu falo - A colheita é daqui a uma semana, está preparado para honrar o distrito? - meu coração se aperta e eu lembro que não temos mais nenhuma Carreirista para o voluntariado. Por que tive que tocar nesse assunto?

- Estou treinando a anos para isso - ele diz, sorrindo - Ah, me desculpe, Pearl, mas tenho que ir agora resolver o problema da morte de C... O problema do morto do meu treinador. Ele tem estado muito ocupado para me treinar e hoje tem um tempinho para mim. Até mais. - diz ele, se afastando.

Foi impressão minha ou ele tentou consertar algo na fala? Mas isso não importava agora, o que importava é que eu tinha ganhado meu dia. Fui correndo para dentro de casa e me tranquei em meu quarto, onde fiquei desenhando e escrevendo poemas o dia inteiro.
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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   Qua Abr 09, 2014 1:04 pm



TURNÉ DOS VITORIOSOS

 - Senhoras e senhores... Eon Maddox, vencedor da 66º Edição dos Jogos Vorazes! 

O Distrito 1 não parecia nada contente com a presença do Vitorioso, mas sabia que o melhor era não se manifestar.

 
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MensagemAssunto: Re: Distrito 01   

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