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 Despedida no Distrito 10

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Lennox Wave
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MensagemAssunto: Despedida no Distrito 10   Qui Abr 03, 2014 11:27 am


A Despedida


Depois de se cumprimentarem, os tributos são levados para dentro do Edifício da Justiça sob o silêncio total da população.
Dentro do prédio, eles são separados e colocados em cômodos, onde esperam para se despedirem de seus familiares e conhecidos.

Faça uma breve despedida com sua família e/ou amigos.

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Silver Ham

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MensagemAssunto: Re: Despedida no Distrito 10   Qua Abr 16, 2014 4:29 pm

Silver Ham


    Chegamos ao Edifício da Justiça. Me jogaram dentro de um cômodo... É hora dos familiares virem e conversarem com a gente. Poxa, isso é legal, se meu único familiar não fosse aquele que me maltratasse. Mas pela minha mamãe e vovó tenho que parecer firme.

    - Silver... - diz meu pai ao entrar.

    - Pai - digo de volta.

    Noto que seus olhos estão molhados e seu rosto vermelho. Será que ele está bebado? Maravilha. Me despedir de um pai mau já não era o suficiente. Agora terei que me despedir de um pai mau e bêbado.

    - Filho, não temos muito tempo, então fique calado até eu dizer tudo, está bem? - falou e eu assenti com a cabeça. - Então... - Ele começa com um forte suspiro. - Silver, eu amava sua mãe, amava você, amava a vida que eu tinha até descobrir que sua mãe não sobreviveria ao seu parto. - Os olhos dele se encheram em lágrimas. - Mas sua mãe morreu quando deu a luz a você. Ela se foi e você chegou... Como eu podia te amar sabendo que você a matou, Silver. Me diz!? - pergunta ele derrubando lágrimas. - Lembro-me do último olhar dela. Seus olhos lembram os olhos dela, por isso eu não consigo encará-lo nunca...

    Meu coração para por um minuto e depois começa a bater mais forte e mais forte, sem parar.

    - Depois foi a vez da sua avó. Me recusei a criá-lo. EU não conseguia amá-lo, Silver. Meu coração se encheu de ódio... Quando sua avó se foi e você apareceu na porta de casa, eu, eu, eu não sabia o que fazer. Foi como se o passado voltasse com tudo e batesse no meu peito tão forte que quase tive um enfarto. Hoje você foi escolhido e eu... - Ele cai de joelhos em um choro sem fim, mal conseguia falar, engasgava com a própria saliva. Ele me olhou nos olhos e eu tive a mesma sensação de quando matei aquele animal. Eu não queria tê-lo matado, mas eu fiz, porque era aquilo que deveria ser feito... Meu pai nunca fez o que deveria ser feito, não encarou as coisas e sempre fugiu da morte de minha mãe.

    - Eu... Eu... - dizia ele chorando. - Não consigo amá-lo, Silver. Não consigo - ele coloca as mãos nos olhos e continua. - Sinto muito, eu sinto muito, eu não consigo.

    Canso de ver toda aquela dor e amargura e me ajoelho na frente dele. Tiro suas mãos da cara e olho nos olhos dele. Lagrimas estão caindo dos meus olhos também, estamos nos olhando sem dizer nada, apenas chorando, até que eu digo.

    - Eu te perdoo, pai. - Ele me abraça o mais forte que pode e um pacificador entra na sala, segurando-o pelo braço.

    - Estarei torcendo por você. - Diz ele quando é retirado da sala.

    Aquilo me chorou mais do que deveria. Meu pai estava torcendo por mim. Mesmo não me amando, eu não consigo sentir mais mágoa alguma dele, é como se eu tivesse perdoado tudo o que ele fez a mim. Meu coração batia num ritmo acelerado, mas por incrível que pareça, pela primeira vez em dezesseis anos, eu estava feliz. Mesmo com todo o Azar ao meu favor, eu estava feliz.






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Amaia Haddock

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MensagemAssunto: Re: Despedida no Distrito 10   Sab Abr 19, 2014 9:14 pm





Amaia Haddock


Me levam para uma sala no Edifício da Justiça e lá eu espero minha família para lhes dar um último adeus. Não consiga parar de chorar. Já sei meu fim. Só espero que seja rápido e menos doloroso possível.... eu não consigo nem matar para comer... como eu vou matar para sobreviver?

Meus pais entram de rompante na salinha, com meus irmãos seguindo a trás. Eles me abraçam e não param de chorar, o que não me acalma de modo algum. Eu abraço de volta e aproveito para chorar mais um pouco, nos braços de minha mãe, meu pai e meu irmão.

-Minha menina, que vai acontecer com minha menina? - chorava minha mãe.

Meu pai tentou me transmitir alguma força me dizendo que eu iria ficar bem, mas todos sabiam a realidade, a pessoa mais jovem a vencer era da minha idade, e de um distrito carreirista, e eu nem carne como.

Antes de sair meus irmãos me abraçam à vez, Frank chora agarrado às minhas pernas, e Aaron me diz calmamente que olhará pelos meus animais.

-Eles estarão te esperando, trutinha. - falou antes de me beijar a testa e sair atrás de papai, depois de fechar a porta.

Alguns minutos depois a porta volta a abrir, desta vez, Zachary e Dante entraram. Zachary me abraçou e beijou levemente. Me dizia que eu ia ficar bem.

-Vou, mesmo? Você sabe o que vai acontecer, Zach. - disse acariciando sua face.

-Sei, você vai lutar e vai tentar, e vai voltar pra mim. - ele me apertou mais em seus braços.  - você vai voltar, Amaia.

-Aquela gente vive com morte todos os dias, eu nem consigo matar galinhas, acha que consigo matar pessoas?

-Talvez não tenha que fazer isso. Atticus do nosso distrito não precisou matar, e há uma vitoriosa de um outro distrito que também não precisou. Você também não vai necessitar.

Não podia ser que ele tivesse um sonho tão irreal, que eu tivesse a mesma sorte que dois em quase setenta. Decidi mudar de assunto. Vi o pequeno Dante ali parado à porta. Chorando para dentro.

-Dante, vem aqui. - Chamei. Ele se aproximou e eu me baixei para ficar à sua altura e segurei suas mãos. - você lembra meu coelhinho Dorion que você tanto gostava?

-S-sim- ele pareceu confuso com minha pergunta, assim como Zachary.

-A verdade é que Aaron não gosta muito de cuidar de coelho, por isso só temos ele. Você se importaria de olhar por ele enquanto estou fora?

-Sim! Eu tomarei conta dele! Muito bem! Até você voltar. - aí o pequeno se agarrou no meu pescoço chorando e soluçando. - você tem que voltar!

Voltei a chorar como se me arrancassem a alma. Que faço sem esses rapazes? Como faço para não causar a eles mais sofrimento?

O pacificador os chama dizendo que o seu tempo acabou. Zachary me abraçou mais uma vez.

-Por favor, não espera por mim. - Fiz meu último pedido.

-Desculpa, Amaia. Eu te amo e vou esperar sempre. - ele disse antes de me beijar novamente.

-Eu também!- gritou o pequeno Dante. E aí eu deixei uma leve risada e mexi em seu cabelo.

Eles saíram e eu cai na cadeira enquanto esperava que a morte me viesse buscar, o que não estava muito longe.


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